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IA em telemedicina e monitoramento remoto

Aplicativos móveis para manejo da dor: o que a evidência sobre esforços comerciais e de pesquisa revela para a prática clínica?

Resposta curta: Uma revisão sistemática que comparou aplicativos comerciais e de pesquisa sobre dor mostrou que ambos enfocam tipos diferentes de dor, que a maioria não adota design participativo e que a avaliação dos aplicativos finais permanece um desafio. Os autores apontam necessidade de mais pesquisa em wearables não intrusivos, sensores, inteligência artificial e dados abertos.

Resposta

A revisão sistemática partiu da premissa de que a decisão compartilhada é central no domínio da dor e que a natureza subjetiva da dor exige soluções capazes de facilitar sua avaliação e manejo. Para isso, os autores buscaram tendências tanto no domínio comercial quanto no de pesquisa, com o objetivo de identificar questões e diretrizes que possam orientar o desenvolvimento efetivo de aplicativos voltados à dor.

A busca abrangeu publicações científicas e aplicativos comerciais em 22 bases de dados e nas duas principais lojas de aplicativos. Do total de 3612 artigos e 336 aplicativos, 69 atenderam aos requisitos de inclusão segundo as diretrizes PRISMA. A análise considerou características como abordagem tecnológica, metodologia de design, estratégia de avaliação, entre outras.

A partir dessa análise, os autores identificaram pontos críticos a serem considerados em esforços futuros. Entre eles, que os esforços comerciais e de pesquisa enfocam tipos diferentes de dor e que, na maioria dos casos examinados, não se adota design participativo. Além disso, a avaliação dos aplicativos finais permanece um desafio que dificulta seu sucesso.

Os autores projetam que o domínio examinado deve experimentar um aumento substancial. Concluem que mais pesquisa é necessária para o desenvolvimento de wearables e sensores não intrusivos para detecção e avaliação da dor, juntamente com técnicas de inteligência artificial e dados abertos.

Para o médico, o artigo oferece um panorama do que existe em aplicativos de dor e dos pontos frágeis desse campo, sem indicar um aplicativo específico como superior. O resumo não informa quais aplicativos foram incluídos, nem detalhes sobre eficácia clínica comparativa entre eles.

O que o estudo mostrou

Trata-se de uma revisão sistemática que buscou publicações científicas e aplicativos comerciais em 22 bases de dados e nas duas principais lojas de aplicativos. De 3612 artigos e 336 aplicativos, 69 foram incluídos conforme as diretrizes PRISMA. A análise de características como abordagem tecnológica, metodologia de design e estratégia de avaliação identificou que esforços comerciais e de pesquisa enfocam tipos diferentes de dor, que a maioria não segue design participativo e que a avaliação dos aplicativos finais permanece um desafio.

Limitações

O resumo não informa a qualidade metodológica dos estudos incluídos, nem detalhes sobre os aplicativos avaliados, seus desfechos clínicos ou comparações de eficácia. Também não descreve limitações apontadas pelos próprios autores. Os achados descrevem tendências do campo, não superioridade de um aplicativo específico.

Aplicação no consultório

O artigo ajuda o médico a interpretar com cautela o uso de aplicativos de dor na prática e a reconhecer que a avaliação dessas ferramentas ainda é um desafio. Na gestão do consultório, sugere-se cautela antes de recomendar ou incorporar aplicativos ao fluxo de atendimento, verificando se há design participativo e avaliação descrita. O resumo não permite indicar um aplicativo específico nem definir protocolos de uso.

Estudo citado

Pain Management Mobile Applications: A Systematic Review of Commercial and Research Efforts. Sensors (Basel, Switzerland), 2023.
Autores: Koumpouros Y, Georgoulas A.
DOI: 10.3390/s23156965 · PubMed: PMID 37571747

Perguntas para aprofundar

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Conteúdo educacional para profissionais de saúde, baseado no resumo do artigo citado. Não substitui a leitura do estudo original nem avaliação clínica.