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Aplicativos de autogerenciamento para lesão medular disponíveis nas lojas são de boa qualidade e abrangentes?

Resposta curta: Uma revisão sistemática identificou 13 aplicativos para lesão medular nas principais lojas, com qualidade geral boa (pontuação média de 3,86 na escala Mobile App Rating Scale), mas que, isolados ou combinados, não oferecem abordagem abrangente de autogerenciamento com estratégias baseadas em teoria. Não foram encontradas publicações descrevendo esses aplicativos.

Resposta

A revisão sistemática buscou aplicativos de autogerenciamento para lesão medular (LM) nas lojas Google Play Store e Apple App Store, incluindo os atualizados desde 2017. Foram identificados 13 aplicativos, lançados entre 2013 e 2021, principalmente originados nos Estados Unidos, disponíveis em 72 países e com suporte para 14 idiomas. A maioria utilizava o sistema operacional Android (10/13, 77%), enquanto 31% (4/13) utilizavam iOS.

Os aplicativos concentravam-se principalmente em atividades de vida diária, promoção de atividade física, alfabetização em saúde e exercício terapêutico. Todos os três tipos de tarefas de autogerenciamento (gerenciamento médico, de papéis e emocional) e a maioria das habilidades e atividades de apoio ao autogerenciamento eram suportados pelos aplicativos. A qualidade geral foi considerada boa, com pontuação média de 3,86 (DP 0,54) na Mobile App Rating Scale.

Apesar da boa qualidade geral, os 13 aplicativos identificados, isolados ou combinados, não parecem oferecer uma abordagem abrangente de autogerenciamento que incorpore estratégias baseadas em teoria. Além disso, não foram encontradas publicações descrevendo esses aplicativos, o que limita a compreensão detalhada de seu conteúdo e eficácia.

Os autores concluem que pesquisas e práticas futuras devem considerar a adoção de novas tecnologias, como inteligência artificial, para aprimorar os aplicativos de apoio ao autogerenciamento para LM. Também sugerem o uso de métodos de desenvolvimento de aplicativos de baixo código (low-code), que podem reduzir barreiras como tempo, custo e obtenção de expertise escassa.

Para o médico, esses achados reforçam a necessidade de avaliar criticamente os aplicativos antes de recomendá-los, considerando que a qualidade medida pela escala é boa, mas a abrangência teórica é limitada. O resumo não informa o desenho exato do estudo além de ser uma revisão sistemática, nem o tamanho da amostra de aplicativos além dos 13 incluídos.

O que o estudo mostrou

Trata-se de uma revisão sistemática com busca nas lojas Google Play Store e Apple App Store para identificar aplicativos de autogerenciamento para lesão medular atualizados desde 2017, complementada por revisão sistemática da literatura em 11 bases de dados. Foram incluídos 13 aplicativos, lançados entre 2013 e 2021, principalmente dos Estados Unidos, disponíveis em 72 países e 14 idiomas. A maioria usava Android (10/13, 77%) e 31% (4/13) usava iOS. Os focos principais eram atividades de vida diária, atividade física, alfabetização em saúde e exercício terapêutico. A pontuação média na Mobile App Rating Scale foi 3,86 (DP 0,54), indicando boa qualidade geral. Nenhuma publicação descrevendo os aplicativos foi encontrada.

Limitações

O resumo não informa detalhes sobre o processo de seleção dos aplicativos, critérios de inclusão ou possíveis vieses. Também não há informação sobre a qualidade metodológica da revisão sistemática da literatura. A ausência de publicações descrevendo os aplicativos limita a conclusão sobre sua eficácia e conteúdo detalhado. O resumo não permite generalizar os achados para outras condições de saúde ou para diferentes contextos de prática clínica.

Aplicação no consultório

Na prática clínica, os médicos devem estar cientes de que os aplicativos disponíveis para lesão medular têm qualidade geral boa, mas não são abrangentes em relação às estratégias de autogerenciamento baseadas em teoria. Ao recomendar um aplicativo, é importante avaliar seu foco (atividades de vida diária, atividade física, etc.) e considerar a necessidade de combinar diferentes recursos. Para a gestão do consultório, pode-se considerar o desenvolvimento de materiais próprios ou a adaptação de ferramentas existentes, mas o resumo não fornece evidências sobre eficácia clínica. A adoção de tecnologias como inteligência artificial e plataformas de baixo código pode ser uma tendência futura, mas ainda não está disponível nos aplicativos avaliados.

Estudo citado

Self-Management Support Apps for Spinal Cord Injury: Results of a Systematic Search in App Stores and Mobile App Rating Scale Evaluation. JMIR mHealth and uHealth, 2024.
Autores: Bernard RM, Seijas V, Davis M, Volkova A, Diviani N, Lüscher J, Sabariego C.
DOI: 10.2196/53677 · PubMed: PMID 39700493

Perguntas para aprofundar

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Conteúdo educacional para profissionais de saúde, baseado no resumo do artigo citado. Não substitui a leitura do estudo original nem avaliação clínica.