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IA em saúde mental

O uso de inteligência artificial e saúde digital melhora a entrega de serviços na atenção primária em países de baixa e média renda?

Resposta curta: Sim, segundo revisão sistemática que incluiu 48 estudos de 21 países. Intervenções com IA e saúde digital, principalmente via celular, melhoraram registros, entrega de serviços e satisfação do paciente. Os focos foram doenças não transmissíveis, saúde materno-infantil, atenção primária, doenças infecciosas e saúde mental. Os autores recomendam mais pesquisas em larga escala.

Resposta

A revisão sistemática buscou evidências sobre o uso de inteligência artificial (IA) e saúde digital para melhorar a entrega de serviços na atenção primária em países de baixa e média renda. Foram incluídos 48 artigos de 21 países, publicados entre 2013 e 2021, com foco em doenças não transmissíveis, saúde materno-infantil, atenção primária, doenças infecciosas (tuberculose, hanseníase e HIV) e saúde mental.

Os resultados mostram que as intervenções baseadas em telefonia móvel (m-health) foram proeminentes, bem adotadas e fáceis de usar, contribuindo para melhorar o registro de informações, a entrega de serviços e a satisfação dos pacientes. A maioria das aplicações de IA e saúde digital foi implementada por meio de m-health, indicando que essa é a principal via de implementação nesses contextos.

A conclusão dos autores é que a IA e as tecnologias digitais melhoram a entrega de serviços de atenção primária em ambientes com poucos recursos, mas destacam a necessidade de mais pesquisas em larga escala para explorar essas intervenções. O resumo não detalha os tipos específicos de IA utilizados nem os desfechos clínicos medidos.

Para o médico brasileiro, os achados sugerem que ferramentas digitais, especialmente as baseadas em celular, podem apoiar a organização do cuidado e a comunicação com pacientes na atenção primária, desde que adaptadas ao contexto local. No entanto, a heterogeneidade das intervenções e a ausência de dados sobre custo-efetividade limitam conclusões definitivas.

O que o estudo mostrou

Revisão sistemática que buscou três bases de dados em junho de 2023, sem restrição, e incluiu 48 artigos de 21 países publicados entre 2013 e 2021. Os estudos abordaram doenças não transmissíveis (n=15), saúde materno-infantil (n=11), atenção primária (n=8), doenças infecciosas (n=7) e saúde mental (n=6). Intervenções com IA e saúde digital, principalmente m-health, foram bem adotadas, fáceis de usar e melhoraram registros, entrega de serviços e satisfação do paciente.

Limitações

O resumo não informa as limitações dos estudos incluídos nem da revisão. A heterogeneidade das intervenções e a falta de detalhes sobre desfechos clínicos e custo-efetividade impedem conclusões mais robustas. Os autores apontam necessidade de pesquisas em larga escala.

Aplicação no consultório

Os achados apoiam a incorporação de ferramentas digitais, especialmente via celular, para melhorar registros e acompanhamento de pacientes na atenção primária. O médico pode considerar o uso de lembretes e comunicação digital para doenças crônicas e saúde materno-infantil, avaliando a facilidade de uso e a satisfação dos pacientes. A gestão do consultório pode se beneficiar da digitalização de processos, mas deve-se atentar para a necessidade de mais evidências em larga escala.

Estudo citado

Artificial intelligence and digital health in improving primary health care service delivery in LMICs: A systematic review. Journal of evidence-based medicine, 2023.
Autores: Saif-Ur-Rahman KM, Islam MS, Alaboson J, Ola O, Hasan I, Islam N, Mainali S, Martina T, Silenga E, Muyangana M, Joarder T.
DOI: 10.1111/jebm.12547 · PubMed: PMID 37691394

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Conteúdo educacional para profissionais de saúde, baseado no resumo do artigo citado. Não substitui a leitura do estudo original nem avaliação clínica.