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IA em saúde mental

Intervenções psicossociais com robôs sociais melhoram a saúde e o bem-estar em ensaios clínicos randomizados?

Resposta curta: Uma revisão sistemática de 27 ensaios clínicos randomizados sobre intervenções psicossociais com robôs sociais encontrou que todos os estudos relataram algum resultado positivo, mas a maioria tinha medidas sem diferença ou favorecendo tratamentos alternativos. Os trials eram pequenos, com pouco seguimento e avaliação cega limitada, indicando que a evidência ainda é inicial.

Resposta

A revisão sistemática teve como objetivo sintetizar as evidências de ensaios clínicos randomizados (RCTs) sobre os efeitos de intervenções psicossociais realizadas por robôs sociais na saúde ou bem-estar. Foram incluídos 27 trials que avaliaram mudanças em saúde ou bem-estar a partir de interações com um robô social em pelo menos duas ocasiões de medição.

Os estudos incluídos distribuíram-se em três grupos principais: 6 trials em saúde ou bem-estar infantil, 9 em crianças com transtorno do espectro do autismo e 12 em idosos. Não foram identificados trials envolvendo adolescentes, adultos jovens ou outras áreas problemáticas. Além disso, nenhum estudo apresentou intervenções em que os robôs modificassem espontaneamente respostas verbais com base na fala dos participantes.

A maioria dos trials era de pequeno porte, com tamanho total variando de 5 a 415 participantes (mediana de 34). Apenas 6 trials (22%) relataram desfechos de seguimento, com duração entre 2 e 12 semanas (mediana de 3,5 semanas), e a avaliação cega foi relatada em 8 trials (31%). Trials mais recentes tenderam a apresentar maior qualidade metodológica.

Todos os artigos relataram algum resultado positivo das intervenções robóticas, mas a maioria dos trials teve algumas medidas que não mostraram diferença ou que favoreceram tratamentos alternativos. Os autores concluem que a pesquisa controlada sobre robôs sociais está em estágio inicial e que são necessários ensaios de grande escala com metodologia sofisticada para aumentar a confiança na eficácia.

Diante disso, a evidência atual não permite afirmar que intervenções com robôs sociais sejam superiores a outras abordagens, mas sugere que podem ter efeitos positivos em alguns contextos. A transição de investigações exploratórias para trials controlados de alta qualidade é apontada como necessária para consolidar o conhecimento.

O que o estudo mostrou

Trata-se de uma revisão sistemática de ensaios clínicos randomizados que avaliaram intervenções psicossociais com robôs sociais. Foram incluídos 27 trials: 6 em saúde ou bem-estar infantil, 9 em crianças com transtorno do espectro do autismo e 12 em idosos. Os trials eram pequenos (total N=5 a 415; mediana=34), apenas 6 (22%) relataram seguimento (2 a 12 semanas; mediana=3,5) e 8 (31%) relataram avaliação cega. Todos os artigos relataram algum resultado positivo, mas a maioria teve medidas sem diferença ou favorecendo tratamentos alternativos.

Limitações

O resumo não informa detalhes sobre as limitações individuais dos estudos incluídos. A revisão aponta que a pesquisa está em estágio inicial, com trials pequenos, pouco seguimento e avaliação cega limitada, o que restringe a confiança nos resultados. Não foram identificados estudos em adolescentes, adultos jovens ou outras áreas, e nenhum robô modificava espontaneamente respostas verbais. A heterogeneidade das populações e intervenções também limita generalizações.

Aplicação no consultório

Para o médico, a revisão indica que intervenções com robôs sociais ainda não têm evidência robusta para aplicação clínica rotineira. No consultório, isso significa cautela ao considerar tais tecnologias como parte do cuidado, priorizando abordagens com maior suporte científico. A gestão do consultório pode acompanhar o desenvolvimento do campo, mas investimentos em robôs sociais para intervenções psicossociais devem ser vistos como experimentais, aguardando trials de maior qualidade.

Estudo citado

Psychosocial Health Interventions by Social Robots: Systematic Review of Randomized Controlled Trials. Journal of medical Internet research, 2019.
Autores: Robinson NL, Cottier TV, Kavanagh DJ.
DOI: 10.2196/13203 · PubMed: PMID 31094357

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Conteúdo educacional para profissionais de saúde, baseado no resumo do artigo citado. Não substitui a leitura do estudo original nem avaliação clínica.