# Como a inteligência artificial está sendo aplicada na cirurgia ortopédica de membros superiores e qual seu impacto atual?

> Uma revisão sistemática identificou 118 artigos sobre IA em cirurgia de membros superiores, com aplicações principais em análise de imagem (36%), predição de desfechos cirúrgicos (20%), ferramentas de medição (14%), próteses (14%), auxílio intraoperatório (10%) e apoio à decisão clínica (6%). A IA tem se mostrado útil, muitas vezes igualando ou superando a acurácia e eficiência dos clínicos.

Estudo citado: Parry D, Henderson B, Gaschen P, Ghanem D, Hernandez E, Idicula A et al.. The implementation of artificial intelligence in upper extremity surgery: a systematic review. Frontiers in artificial intelligence. 2025. DOI: https://doi.org/10.3389/frai.2025.1621757. PubMed: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/41089209/

## Resposta

A revisão sistemática teve como objetivo investigar o panorama atual e o impacto da inteligência artificial (IA) na cirurgia de membros superiores. Foram incluídos 118 artigos publicados entre 2009 e 2024, com mediana de publicação em 2022 e moda em 2023, indicando crescimento recente do interesse no tema.

As aplicações foram categorizadas em seis áreas principais: análise automatizada de imagens (36%), predição de desfechos cirúrgicos (20%), ferramentas de medição (14%), aplicações em próteses de membros (14%), auxílio intraoperatório (10%) e ferramentas de apoio à decisão clínica (6%).

Na análise de imagens, a IA tem sido utilizada para interpretar radiografias e ressonâncias magnéticas, frequentemente com acurácia e eficiência comparáveis ou superiores às dos clínicos. Ferramentas de medição auxiliam na avaliação de amplitude de movimento, ângulos críticos do ombro, força de preensão e postura da mão, contribuindo para o assessment e planejamento terapêutico.

Cirurgiões estão cada vez mais empregando IA para análises preditivas de desfechos cirúrgicos, como risco de infecção, função pós-operatória e custos procedimentais. Espera-se que o papel da IA se expanda, aprimorando a tomada de decisão, a precisão e o cuidado ao paciente.

O resumo não fornece detalhes sobre a qualidade metodológica dos estudos incluídos ou limitações específicas das aplicações, mas destaca o potencial transformador da IA na prática cirúrgica.

## O que o estudo mostrou

Trata-se de uma revisão sistemática seguindo as diretrizes PRISMA, com busca no PubMed, que incluiu 118 artigos publicados entre 2009 e 2024. Os estudos foram categorizados em seis aplicações principais: análise automatizada de imagens (36%), predição de desfechos cirúrgicos (20%), ferramentas de medição (14%), aplicações em próteses (14%), auxílio intraoperatório (10%) e apoio à decisão clínica (6%). A IA demonstrou potencial para igualar ou superar a acurácia e eficiência dos clínicos, especialmente na interpretação de imagens e em medições.

## Limitações

O resumo não informa as limitações dos estudos incluídos, como viés de publicação, heterogeneidade metodológica ou qualidade das evidências. Também não detalha a amostra total de pacientes ou as características específicas das populações estudadas, limitando a generalização dos achados.

## Aplicação no consultório

Para o médico brasileiro, a revisão sugere que a IA pode ser incorporada na prática clínica para auxiliar na interpretação de exames de imagem, na predição de desfechos cirúrgicos e na medição de parâmetros funcionais, otimizando o planejamento terapêutico e a gestão do consultório. No entanto, a implementação requer validação local e consideração das limitações das evidências disponíveis.

## Perguntas para aprofundar

- Quais são as principais aplicações da inteligência artificial na cirurgia de membros superiores?
- Como a IA tem sido utilizada para predição de desfechos em cirurgia ortopédica?
- Quais os desafios para a implementação clínica da IA na prática ortopédica?

Tema: Regulação e validação clínica de IA. Página: https://alphadoctor.com.br/ciencia/ia-regulacao-validacao/como-a-inteligencia-artificial-esta-sendo-aplicada-na-cirurgia-ortopedica-de/

Conteúdo educacional para profissionais de saúde, baseado no resumo do artigo citado. Não substitui a leitura do estudo original nem avaliação clínica.
