# A aplicação de imagem digital e inteligência artificial na patologia da placenta pode melhorar o reconhecimento de características prognósticas e reduzir a variabilidade interobservador?

> Sim. Uma revisão sistemática da literatura indica que a patologia digital da placenta, incluindo inteligência artificial, aumenta a capacidade dos patologistas de reconhecer características potencialmente prognósticas e reduz a variabilidade interobservador, com potencial para melhorar a saúde fetal e materna e auxiliar na seleção de terapias-alvo em gestações de alto risco.

Estudo citado: Marletta S, Pantanowitz L, Santonicco N, Caputo A, Bragantini E, Brunelli M et al.. Application of Digital Imaging and Artificial Intelligence to Pathology of the Placenta. Pediatric and developmental pathology : the official journal of the Society for Pediatric Pathology and the Paediatric Pathology Society. 2023. DOI: https://doi.org/10.1177/10935266221137953. PubMed: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/36448447/

## Resposta

A patologia digital e a inteligência artificial têm sido cada vez mais aplicadas ao estudo da placenta e de suas doenças. Uma revisão sistemática recente buscou sintetizar essa literatura, categorizando os artigos de acordo com a técnica de imagem digital e sua relevância para o estudo da placenta normal e doente.

Os autores realizaram uma busca sistemática em várias bases de dados eletrônicas, recuperando 2008 artigos, dos quais 279 foram incluídos na análise. A pesquisa em imagem digital relacionada à placenta frequentemente estava associada a imuno-histoquímica, microscopia confocal, reconstrução 3D e/ou algoritmos de aprendizado profundo.

Os dados publicados indicam que a aplicação da patologia digital às doenças placentárias e perinatais, juntamente com a correlação clínica e radiológica, tem grande potencial para melhorar a assistência à saúde fetal e materna, incluindo a seleção de terapias-alvo em gestações de alto risco.

Um dos mecanismos propostos é que a patologia digital aumenta significativamente a capacidade dos patologistas de reconhecer características potencialmente prognósticas e reduz a variabilidade interobservador, o que pode tornar a avaliação mais consistente e confiável.

A revisão, publicada em 2023, fornece uma visão abrangente do campo e destaca o potencial da patologia digital para aprimorar a prática clínica e a pesquisa em patologia placentária, embora mais estudos sejam necessários para validar essas aplicações na rotina.

## O que o estudo mostrou

Trata-se de uma revisão sistemática da literatura que recuperou 2008 artigos em várias bases de dados eletrônicas, dos quais 279 foram incluídos. Os estudos envolviam a aplicação de técnicas de imagem digital e inteligência artificial a amostras placentárias humanas. A pesquisa em imagem digital relacionada à placenta era frequentemente associada a imuno-histoquímica, microscopia confocal, reconstrução 3D e/ou algoritmos de aprendizado profundo. Os dados publicados indicam que a patologia digital aplicada a doenças placentárias e perinatais, com correlação clínica e radiológica, tem potencial para melhorar a saúde fetal e materna, incluindo a seleção de terapias-alvo em gestações de alto risco.

## Limitações

O resumo não informa detalhes sobre a qualidade metodológica dos estudos incluídos, nem sobre possíveis vieses de publicação. Também não são descritas limitações específicas da revisão, como restrições de idioma ou de bases de dados. Além disso, o resumo não fornece informações sobre a aplicabilidade clínica imediata ou sobre a validação externa das técnicas de imagem digital e inteligência artificial na prática patológica.

## Aplicação no consultório

Para o patologista e para a gestão do consultório, a incorporação da patologia digital e da inteligência artificial na avaliação placentária pode aumentar a precisão diagnóstica e reduzir a variabilidade entre observadores, o que é relevante para decisões clínicas em gestações de alto risco. Isso pode demandar investimento em infraestrutura de digitalização de lâminas e treinamento da equipe, além de integração com dados clínicos e radiológicos para seleção de terapias-alvo. A revisão sugere potencial, mas a implementação deve ser cautelosa e baseada em evidências locais.

## Perguntas para aprofundar

- Quais técnicas de imagem digital e inteligência artificial são mais promissoras para a patologia placentária na prática clínica?
- Como a patologia digital pode reduzir a variabilidade interobservador no diagnóstico de doenças placentárias?
- Qual o impacto da correlação clínica e radiológica com a patologia digital na seleção de terapias-alvo em gestações de alto risco?

Tema: IA em patologia digital. Página: https://alphadoctor.com.br/ciencia/ia-patologia-digital/a-aplicacao-de-imagem-digital-e-inteligencia-artificial-na-patologia-da/

Conteúdo educacional para profissionais de saúde, baseado no resumo do artigo citado. Não substitui a leitura do estudo original nem avaliação clínica.
