# Quais são as evidências sobre o uso de tecnologias digitais não baseadas em inteligência artificial na oftalmologia?

> Uma revisão sistemática com 53 artigos mostrou que a maioria aborda realidade virtual ou aumentada, aplicativos móveis e wearables, com foco na detecção ou reabilitação de deficiência visual, glaucoma e degeneração macular relacionada à idade. Os resultados centrados no paciente são encorajadores, mas são necessários mais estudos de validação em larga escala e consideração de barreiras do mundo real.

Estudo citado: Tseng RMWW, Tham YC, Rim TH, Cheng CY. Emergence of non-artificial intelligence digital health innovations in ophthalmology: A systematic review. Clinical & experimental ophthalmology. 2021. DOI: https://doi.org/10.1111/ceo.13971. PubMed: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/34235833/

## Resposta

A revisão sistemática avaliou o uso de ferramentas digitais de saúde que não se baseiam em inteligência artificial na oftalmologia. Foram incluídos 53 artigos, dos quais 25 abordavam realidade virtual ou aumentada, 14 discutiam aplicativos móveis e 14 tratavam de wearables. A maioria dos estudos focou na detecção ou reabilitação de deficiência visual, glaucoma e degeneração macular relacionada à idade.

Os achados sobre desfechos centrados no paciente com a adoção dessas tecnologias foram considerados encorajadores. Isso sugere que tais ferramentas podem ter impacto positivo na prática oftalmológica, embora os resultados ainda precisem ser confirmados em estudos maiores e mais robustos.

A revisão destaca que, apesar do interesse crescente em inteligência artificial, outros componentes da saúde digital, como wearables, também podem influenciar substancialmente os desfechos dos pacientes. No entanto, esses aspectos têm sido relativamente menos explorados e discutidos na literatura.

Para que essas tecnologias sejam implementadas no mundo real, os autores apontam a necessidade de validação adicional, estudos em larga escala e consideração precoce das barreiras práticas. O resumo não fornece detalhes sobre a qualidade metodológica dos estudos incluídos ou sobre limitações específicas de cada tecnologia.

Do ponto de vista clínico, a revisão reforça que ferramentas digitais não baseadas em inteligência artificial são uma área promissora, mas ainda requerem evidências mais sólidas antes de serem incorporadas rotineiramente. O resumo não informa sobre custos, aceitabilidade pelos pacientes ou médicos, ou requisitos regulatórios.

## O que o estudo mostrou

Trata-se de uma revisão sistemática que incluiu 53 artigos. Desses, 25 abordavam realidade virtual ou aumentada, 14 aplicativos móveis e 14 wearables. A maioria dos estudos focou na detecção ou reabilitação de deficiência visual, glaucoma e degeneração macular relacionada à idade. Os achados sobre desfechos centrados no paciente foram considerados encorajadores. O resumo não informa o desenho específico dos estudos incluídos, o tamanho amostral total ou os métodos de avaliação dos desfechos.

## Limitações

O resumo não detalha as limitações dos estudos incluídos, como heterogeneidade, risco de viés ou qualidade metodológica. Também não informa o número total de pacientes ou a magnitude dos efeitos observados. Os autores mencionam a necessidade de validação adicional e estudos em larga escala, indicando que as evidências atuais ainda são preliminares para implementação em larga escala.

## Aplicação no consultório

A revisão sugere que oftalmologistas podem considerar o potencial de ferramentas digitais não baseadas em inteligência artificial, como realidade virtual, aplicativos e wearables, para detecção e reabilitação de condições como deficiência visual, glaucoma e degeneração macular. No entanto, a implementação na prática deve aguardar validação adicional e estudos em larga escala. Gestores de consultório podem acompanhar o desenvolvimento dessas tecnologias, mas devem avaliar criticamente as evidências antes de adotá-las rotineiramente, considerando barreiras do mundo real.

## Perguntas para aprofundar

- Quais são as evidências sobre realidade virtual e aumentada na reabilitação visual?
- Como os aplicativos móveis podem auxiliar no manejo do glaucoma?
- Quais os desafios para implementar wearables na prática oftalmológica?

Tema: IA em oftalmologia e retinopatia. Página: https://alphadoctor.com.br/ciencia/ia-oftalmologia/quais-sao-as-evidencias-sobre-o-uso-de-tecnologias-digitais-nao-baseadas-em/

Conteúdo educacional para profissionais de saúde, baseado no resumo do artigo citado. Não substitui a leitura do estudo original nem avaliação clínica.
