# O modelo de Perioperative Surgical Home pode melhorar o manejo perioperatório do paciente com dor crônica?

> O resumo indica que o Perioperative Surgical Home, com coordenação multidisciplinar liderada por médicos e foco no paciente, é um veículo adequado para manejar esses pacientes. O envolvimento de anestesiologistas na otimização, no manejo hospitalar e no cuidado pós-alta pode melhorar desfechos, reduzir gastos em saúde e melhorar a saúde dessa população desafiadora.

Estudo citado: Khan TW, Manion S. Perioperative Surgical Home for the Patient with Chronic Pain. Anesthesiology clinics. 2018. DOI: https://doi.org/10.1016/j.anclin.2018.01.011. PubMed: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/29759288/

## Resposta

O manejo da dor aguda no paciente com dor crônica é descrito no resumo como desafiador, porque esse paciente se diferencia fenotipicamente dos demais. Além disso, o cuidado desses pacientes é caro e fragmentado em silos, o que dificulta a continuidade e a coordenação das ações clínicas.

O Perioperative Surgical Home é apresentado como um modelo de coordenação do cuidado liderado por médicos, multidisciplinar e centrado no paciente. Segundo o resumo, esse arranjo é um veículo adequado para o manejo desses pacientes, justamente por integrar diferentes etapas e profissionais em torno de um plano comum.

O texto destaca o papel do anestesiologista em três frentes: otimização do paciente, manejo durante a internação e cuidado após a alta. O envolvimento desse especialista nessas fases é apontado como capaz de melhorar desfechos, reduzir gastos em saúde e melhorar a saúde dessa população desafiadora.

Para a prática clínica, o resumo sugere que a coordenação estruturada em torno do perioperatório pode ser mais adequada do que o cuidado fragmentado. A proposta é organizar o atendimento de forma multidisciplinar e centrada no paciente, com participação ativa do anestesiologista ao longo de todo o percurso assistencial.

O resumo não detalha protocolos, critérios de inclusão ou métricas específicas de resultado. Ele apresenta o modelo como uma abordagem promissora para esse grupo de pacientes, mas não informa dados de amostra, desenho ou comparações que permitam quantificar os benefícios descritos.

## O que o estudo mostrou

Trata-se de uma revisão, conforme o tipo de publicação, cujo resumo não informa amostra nem desenho detalhado. O texto descreve que o paciente com dor crônica apresenta fenótipo diferente e que seu cuidado é caro e fragmentado. Aponta o Perioperative Surgical Home como veículo adequado para o manejo e afirma que o envolvimento de anestesiologistas na otimização, no manejo hospitalar e no cuidado pós-alta pode melhorar desfechos, reduzir gastos e melhorar a saúde dessa população.

## Limitações

O resumo não informa amostra, desenho detalhado, critérios de seleção ou métricas de desfecho. Por ser uma revisão, não permite concluir sobre magnitude de benefício nem sobre comparação entre modelos. As afirmações sobre melhora de desfechos e redução de gastos são apresentadas sem dados quantitativos no resumo.

## Aplicação no consultório

O texto reforça a importância de organizar o cuidado perioperatório do paciente com dor crônica de forma coordenada e multidisciplinar, em vez de fragmentada. Para a gestão do consultório, isso implica planejar fluxos que integrem otimização pré-operatória, manejo hospitalar e acompanhamento pós-alta, com participação do anestesiologista. O resumo não traz ferramentas ou indicadores específicos para implantação.

## Perguntas para aprofundar

- Como estruturar um fluxo perioperatório multidisciplinar para pacientes com dor crônica?
- Qual é o papel do anestesiologista na otimização pré-operatória do paciente com dor crônica?
- Como o cuidado fragmentado impacta custos e desfechos no paciente com dor crônica?

Tema: IA para previsão de no-show, agendamento e gestão de clínicas. Página: https://alphadoctor.com.br/ciencia/ia-no-show-agendamento/o-modelo-de-perioperative-surgical-home-pode-melhorar-o-manejo-perioperatorio/

Conteúdo educacional para profissionais de saúde, baseado no resumo do artigo citado. Não substitui a leitura do estudo original nem avaliação clínica.
