# Intervenções de psicologia positiva podem melhorar o bem-estar emocional de pacientes cardíacos?

> Um ensaio randomizado preliminar com 55 pacientes mostrou que, embora não houvesse diferenças pós-intervenção, no seguimento de 15 semanas os participantes das intervenções tiveram melhoras maiores em felicidade, depressão e esperança, com tamanhos de efeito moderados a grandes. As três intervenções tiveram eficácia semelhante.

Estudo citado: Nikrahan GR, Suarez L, Asgari K, Beach SR, Celano CM, Kalantari M et al.. Positive Psychology Interventions for Patients With Heart Disease: A Preliminary Randomized Trial. Psychosomatics. 2016. DOI: https://doi.org/10.1016/j.psym.2016.03.003. PubMed: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/27137709/

## Resposta

O estudo avaliou a viabilidade e os efeitos de intervenções de psicologia positiva em pacientes que haviam recentemente passado por procedimento para tratar doença cardiovascular. Os participantes foram randomizados para uma de três intervenções presenciais de 6 semanas ou para uma condição controle em lista de espera. A taxa de comparecimento às sessões foi alta, com 74% das sessões atribuídas completadas.

Os resultados mostraram que não houve diferenças entre os grupos imediatamente após a intervenção (7 semanas). No entanto, no seguimento de 15 semanas, os participantes das intervenções apresentaram melhoras significativamente maiores em felicidade, depressão e esperança em comparação ao controle, com tamanhos de efeito moderados a grandes.

As três intervenções testadas tiveram eficácia semelhante, sugerindo que diferentes abordagens de psicologia positiva podem ser úteis. Os autores concluem que estudos futuros são necessários para identificar uma intervenção de psicologia positiva ideal para pacientes cardíacos.

Para o médico, esses achados preliminares indicam que intervenções estruturadas de psicologia positiva podem ser consideradas como parte do cuidado integral, especialmente para pacientes com doença cardíaca recente. No entanto, a amostra pequena e o caráter exploratório limitam conclusões definitivas.

## O que o estudo mostrou

Ensaio randomizado preliminar com 55 pacientes que haviam recentemente realizado procedimento para doença cardiovascular. Os participantes foram alocados para uma de três intervenções presenciais de 6 semanas ou lista de espera. Não houve diferenças entre grupos pós-intervenção (7 semanas), mas no seguimento (15 semanas) os intervencionados tiveram maiores melhoras em felicidade (β = 14,43), depressão (β = -3,87) e esperança (β = 7,12), com tamanhos de efeito moderados a grandes. As três intervenções tiveram eficácia similar.

## Limitações

O resumo não informa o desenho detalhado, critérios de inclusão, características da amostra ou limitações apontadas pelos autores. Trata-se de estudo exploratório com amostra pequena (N = 55), o que limita a generalização e o poder estatístico. O resumo também não descreve os componentes exatos das intervenções nem o cegamento.

## Aplicação no consultório

Os achados sugerem que oferecer intervenções de psicologia positiva pode ser uma estratégia viável para melhorar o bem-estar emocional de pacientes cardíacos, com efeitos que podem se manifestar ao longo do seguimento. Na gestão do consultório, isso pode justificar a inclusão de programas estruturados ou encaminhamento para psicólogos, além de monitorar desfechos psicológicos como felicidade, depressão e esperança. A alta taxa de comparecimento (74%) indica boa aceitabilidade, mas a eficácia comparativa entre modalidades ainda não está definida.

## Perguntas para aprofundar

- Qual o impacto de intervenções de psicologia positiva na adesão ao tratamento cardíaco?
- Intervenções de psicologia positiva podem reduzir eventos cardiovasculares futuros?
- Como implementar programas de psicologia positiva na rotina de uma clínica cardiológica?

Tema: IA para previsão de no-show, agendamento e gestão de clínicas. Página: https://alphadoctor.com.br/ciencia/ia-no-show-agendamento/intervencoes-de-psicologia-positiva-podem-melhorar-o-bem-estar-emocional-de/

Conteúdo educacional para profissionais de saúde, baseado no resumo do artigo citado. Não substitui a leitura do estudo original nem avaliação clínica.
