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Como manejar a hipotermia acidental grave e quando encaminhar para centro de ECMO?

Resposta curta: A hipotermia acidental causa disfunções fisiológicas progressivas. Pacientes com temperatura abaixo de 28°C, arritmia ventricular ou pressão sistólica abaixo de 90 mmHg devem ser transferidos diretamente para um centro de suporte extracorpóreo (ECLS), pois o ECLS revolucionou o manejo da parada cardíaca hipotérmica, com sobrevida próxima a 100%. Durante o transporte, a RCP deve ser contínua; se inviável, intermitente.

Resposta

A hipotermia acidental provoca alterações profundas na fisiologia. Após uma fase inicial de agitação (por exemplo, 36-37°C), as funções vitais desaceleram com o resfriamento adicional até desaparecerem (por exemplo, abaixo de 20-25°C). Assim, uma pessoa profundamente hipotérmica pode parecer morta, mas ainda pode ser ressuscitada se tratada corretamente.

Para pacientes não parados, com hipotermia primária e sinais vitais estáveis, o aquecimento minimamente invasivo no hospital tem o potencial de reduzir substancialmente a morbidade e a mortalidade. O suporte de vida extracorpóreo (ECLS) revolucionou o manejo da parada cardíaca hipotérmica, com taxas de sobrevida aproximando-se de 100%.

Pacientes com fatores de risco para parada cardíaca iminente (temperatura abaixo de 28°C, arritmia ventricular, pressão arterial sistólica abaixo de 90 mmHg) e aqueles que já pararam devem ser transferidos diretamente para um centro de ECLS. Durante o transporte, pacientes em parada devem receber reanimação cardiopulmonar (RCP) contínua. Se o transporte for prolongado ou o terreno difícil, a RCP mecânica pode ser útil. A RCP intermitente pode ser apropriada na parada hipotérmica quando a RCP contínua é impossível.

Após a parada hipotérmica, deve-se implementar cuidados pós-reanimação modernos. Protocolos estruturados devem estar em vigor para otimizar a triagem pré-hospitalar, o transporte e o tratamento, bem como o manejo intra-hospitalar, incluindo critérios detalhados e protocolos para o uso de ECLS e cuidados pós-reanimação.

O que o estudo mostrou

Trata-se de uma revisão (tipo de publicação: revisão de artigo de periódico) que descreve as alterações fisiológicas da hipotermia acidental, desde agitação inicial (36-37°C) até lentificação e desaparecimento das funções vitais (abaixo de 20-25°C). O resumo não informa amostra ou desenho primário. Os achados incluem que o aquecimento minimamente invasivo em pacientes não parados e estáveis pode reduzir morbimortalidade, e que o ECLS revolucionou o manejo da parada cardíaca hipotérmica, com sobrevida próxima a 100%.

Limitações

O resumo não informa o desenho do estudo, a amostra, os critérios de seleção ou as limitações metodológicas. Por ser uma revisão, não são apresentados dados primários. As recomendações baseiam-se em síntese de evidências, e o resumo não detalha a qualidade das evidências ou possíveis vieses.

Aplicação no consultório

O médico deve reconhecer que pacientes com hipotermia grave e fatores de risco (temperatura abaixo de 28°C, arritmia ventricular, pressão sistólica abaixo de 90 mmHg) precisam de transferência imediata para centro com ECLS. No consultório, é importante ter protocolos de triagem e transporte, além de orientar a equipe sobre RCP contínua durante o transporte. A gestão de clínicas pode incluir a identificação precoce de casos e a comunicação eficiente com centros de referência.

Estudo citado

Accidental hypothermia. Handbook of clinical neurology, 2018.
Autores: Paal P, Brugger H, Strapazzon G.
DOI: 10.1016/B978-0-444-64074-1.00033-1 · PubMed: PMID 30459025

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Conteúdo educacional para profissionais de saúde, baseado no resumo do artigo citado. Não substitui a leitura do estudo original nem avaliação clínica.