# O que a análise bibliométrica sobre chatbots em saúde mental revela para a prática clínica e a gestão do consultório?

> A análise bibliométrica de 261 artigos (2015-2024) mostra crescimento anual de 46,19% nas pesquisas sobre chatbots em saúde mental. Os Estados Unidos lideram com 27,97% das publicações. Os tópicos emergentes incluem ChatGPT, aprendizado de máquina e grandes modelos de linguagem. Os chatbots demonstram potencial para empatia, curiosidade, compreensão e colaboração com usuários.

Estudo citado: Han Q, Zhao C. Unleashing the potential of chatbots in mental health: bibliometric analysis. Frontiers in psychiatry. 2025. DOI: https://doi.org/10.3389/fpsyt.2025.1494355. PubMed: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/39967582/

## Resposta

A análise bibliométrica identificou um crescimento anual de 46,19% nas publicações sobre chatbots em saúde mental entre 2015 e 2024, com 261 artigos analisados. Os Estados Unidos contribuíram com 27,97% do total de publicações e 2452 citações, seguidos por Inglaterra, Austrália, China e França. O National Center for Scientific Research (França) liderou entre instituições, seguido pelo Imperial College London e pela University of Zurich. O Journal of Medical Internet Research publicou 12,26% dos artigos, enquanto o JMIR Mental Health foi a fonte mais influente em média de citações por artigo.

A rede de coocorrência de palavras-chave revelou cinco tópicos de pesquisa com sobreposição significativa, destacando termos como "ChatGPT", "aprendizado de máquina" e "grandes modelos de linguagem". Esses termos indicam o estado atual da pesquisa e as fronteiras tecnológicas. A colaboração entre universidades dos Estados Unidos, Reino Unido, Suíça e Singapura foi de alto nível, evidenciando redes internacionais de pesquisa.

Os achados sugerem que os chatbots desempenham um papel significativo na promoção do bem-estar em saúde mental e demonstram potencial considerável para exibir empatia, curiosidade, compreensão e capacidades colaborativas com os usuários. O estudo oferece insights para profissionais de saúde mental sem formação em inteligência artificial e para interessados no desenvolvimento de chatbots nessa área.

Para o médico brasileiro, a análise bibliométrica fornece um panorama das tendências globais e das instituições de referência, o que pode orientar a busca por literatura atualizada e parcerias. No entanto, o resumo não informa detalhes sobre a amostra de pacientes ou desfechos clínicos, limitando conclusões sobre eficácia. A aplicação no consultório deve considerar o uso de chatbots como ferramenta complementar, não substituta do julgamento clínico.

A gestão do consultório pode se beneficiar do conhecimento sobre o crescimento das pesquisas e das tecnologias emergentes, como grandes modelos de linguagem, para avaliar futuras implementações. O estudo destaca a importância da colaboração internacional e da produção científica em fontes específicas, o que pode auxiliar na seleção de evidências. Contudo, a ausência de dados sobre custos, aceitação por pacientes brasileiros e integração com sistemas de saúde exige cautela na adoção imediata.

## O que o estudo mostrou

Análise bibliométrica de 261 artigos publicados na Web of Science Core Collection entre 2015 e 2024, utilizando os softwares Biblioshiny e VOSviewer. Os resultados mostraram crescimento anual de 46,19% nas publicações, com os Estados Unidos liderando (27,97% do total e 2452 citações), seguidos por Inglaterra, Austrália, China e França. O National Center for Scientific Research (França) foi a instituição mais produtiva. O Journal of Medical Internet Research publicou 12,26% dos artigos, e o JMIR Mental Health teve a maior média de citações por artigo. A rede de palavras-chave revelou cinco tópicos de pesquisa e destacou termos como "ChatGPT", "aprendizado de máquina" e "grandes modelos de linguagem".

## Limitações

O resumo não informa limitações do estudo, como viés de seleção de artigos, restrição a uma única base de dados (Web of Science) ou ausência de análise de qualidade metodológica. Por ser uma análise bibliométrica, não avalia desfechos clínicos ou eficácia dos chatbots. O resumo também não detalha a amostra de pacientes ou contextos de aplicação, impedindo conclusões sobre impacto na prática clínica.

## Aplicação no consultório

O médico pode usar o panorama para identificar instituições e periódicos de referência, orientando a busca por evidências atualizadas sobre chatbots em saúde mental. A gestão do consultório pode considerar o crescimento acelerado da área e a relevância de tecnologias como grandes modelos de linguagem, mas deve aguardar estudos clínicos que comprovem eficácia e segurança antes de incorporar chatbots na rotina. A colaboração internacional destacada sugere oportunidades de networking e atualização profissional.

## Perguntas para aprofundar

- Quais são as principais tendências de pesquisa sobre chatbots em saúde mental?
- Como os grandes modelos de linguagem estão sendo aplicados em saúde mental?
- Quais instituições e periódicos lideram as publicações sobre chatbots em saúde mental?

Tema: LLMs e chatbots clínicos. Página: https://alphadoctor.com.br/ciencia/ia-llm-chatbots/o-que-a-analise-bibliometrica-sobre-chatbots-em-saude-mental-revela-para-a/

Conteúdo educacional para profissionais de saúde, baseado no resumo do artigo citado. Não substitui a leitura do estudo original nem avaliação clínica.
