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LLMs e chatbots clínicos

Chatbots no perioperatório são bem aceitos e eficazes para educação do paciente?

Resposta curta: Sim, segundo revisão sistemática com meta-análise de oito ensaios e 1073 adultos, a maioria dos pacientes ficou satisfeita com o uso de chatbots no perioperatório (proporção média de 0,73; IC 95%: 0,62 a 0,85) e concordou que adquiriu conhecimento (proporção média de 0,80; IC 95%: 0,74 a 0,87), sem relatos de danos.

Resposta

A comunicação entre pacientes e profissionais de saúde no período perioperatório enfrenta desafios, e os chatbots surgem como ferramentas de apoio. Esta revisão sistemática com meta-análise buscou comparar benefícios e danos do uso de chatbots nesse contexto, analisando ensaios publicados até maio de 2023.

Foram incluídos oito ensaios com 1073 adultos de quatro países. A maioria das intervenções (5; 62,5%) era voltada para cuidados ortopédicos e utilizava chatbots baseados em regras (7; 87,5%). Os desfechos principais foram satisfação do paciente e aquisição de conhecimento.

A meta-análise mostrou que a maioria dos participantes ficou satisfeita com o uso dos chatbots (proporção média de 0,73; IC 95%: 0,62 a 0,85) e concordou que adquiriu conhecimento no perioperatório (proporção média de 0,80; IC 95%: 0,74 a 0,87). Não houve relatos de danos.

Os autores concluem que os chatbots perioperatórios são bem recebidos pela maioria dos pacientes e podem auxiliar na comunicação e na decisão compartilhada. Esses achados podem orientar profissionais, gestores e pesquisadores para aprimorar o cuidado perioperatório.

O que o estudo mostrou

Revisão sistemática com meta-análise de oito ensaios, incluindo 1073 adultos de quatro países, que avaliou benefícios e danos de chatbots no perioperatório. A maioria das intervenções era ortopédica (5; 62,5%) e baseada em regras (7; 87,5%). A proporção média de pacientes satisfeitos foi de 0,73 (IC 95%: 0,62 a 0,85) e a de pacientes que concordaram ter adquirido conhecimento foi de 0,80 (IC 95%: 0,74 a 0,87). Não houve relatos de danos.

Limitações

O resumo não informa detalhes sobre a qualidade metodológica dos estudos incluídos, heterogeneidade entre as intervenções, ou possíveis vieses de publicação. Além disso, a maioria dos estudos envolveu chatbots baseados em regras e cuidados ortopédicos, o que pode limitar a generalização para outras especialidades e tipos de chatbots. O resumo também não informa o período de acompanhamento ou desfechos clínicos adicionais.

Aplicação no consultório

Os achados sugerem que chatbots podem ser considerados como ferramenta adjuvante na comunicação perioperatória e na decisão compartilhada, desde que bem implementados. Na gestão do consultório, isso pode significar oferecer canais digitais para educação do paciente e suporte pré e pós-operatório, mas com cautela para não substituir o contato humano. É importante avaliar a aceitação local e garantir que as informações sejam claras e baseadas em evidências.

Estudo citado

Perioperative application of chatbots: a systematic review and meta-analysis. BMJ health & care informatics, 2024.
Autores: Lin SJ, Sun CY, Chen DN, Kang YN, Lai NM, Chen KH, Chen C.
DOI: 10.1136/bmjhci-2023-100985 · PubMed: PMID 39032946

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Conteúdo educacional para profissionais de saúde, baseado no resumo do artigo citado. Não substitui a leitura do estudo original nem avaliação clínica.