# Chatbots com inteligência artificial são aceitos e eficazes no autocuidado de doenças crônicas?

> A revisão sistemática identificou oito estudos sobre chatbots com IA em doenças crônicas, com intervenções variadas. Em geral, os usuários demonstraram aceitação favorável para o autocuidado. No entanto, a evidência de eficácia é limitada devido à documentação técnica insuficiente, e os autores recomendam estudos futuros com descrições detalhadas e foco na segurança do paciente.

Estudo citado: Kurniawan MH, Handiyani H, Nuraini T, Hariyati RTS, Sutrisno S. A systematic review of artificial intelligence-powered (AI-powered) chatbot intervention for managing chronic illness. Annals of medicine. 2024. DOI: https://doi.org/10.1080/07853890.2024.2302980. PubMed: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/38466897/

## Resposta

A revisão sistemática teve como objetivo avaliar a satisfação dos usuários, a eficácia das intervenções e as características e arquiteturas de IA de sistemas de chatbot voltados para doenças crônicas. Foram realizadas buscas em diversas bases de dados, incluindo PubMed MEDLINE, CINAHL, EMBASE, PsycINFO, ACM Digital Library e Scopus, abrangendo pesquisas primárias que utilizaram chatbots ou outras formas de IA na prevenção, tratamento ou reabilitação de doenças crônicas.

Dos setecentos e oitenta e quatro resultados obtidos, oito estudos atenderam aos critérios de inclusão. As intervenções incluíram educação em saúde (n = 3), teoria de mudança de comportamento (n = 1), estresse e enfrentamento (n = 1), terapia cognitivo-comportamental (n = 2) e comportamento de autocuidado (n = 1). Os estudos forneceram insights sobre a eficácia e a facilidade de uso dos chatbots em diversas condições crônicas.

Os resultados indicaram que, de modo geral, os usuários mostraram aceitação favorável aos chatbots para o autocuidado de doenças crônicas. No entanto, os revisores apontam que a evidência sobre a eficácia é limitada devido à documentação técnica insuficiente nos estudos incluídos. Os chatbots empregam processamento de linguagem natural e interação multimodal.

Os autores concluem que os estudos revisados sugerem aceitação promissora dos chatbots com IA para o autocuidado de condições crônicas, mas ressaltam a necessidade de pesquisas futuras que forneçam descrições detalhadas, priorizem a segurança do paciente e realizem avaliações baseadas em evidências para permitir comparações entre diferentes condições crônicas de saúde.

Para o médico, esses achados indicam que os chatbots podem ser uma ferramenta complementar no manejo de doenças crônicas, mas a implementação na prática clínica deve ser cautelosa, considerando a limitação das evidências atuais e a importância de garantir a segurança do paciente.

## O que o estudo mostrou

Trata-se de uma revisão sistemática que buscou estudos primários sobre chatbots ou outras formas de IA na prevenção, tratamento ou reabilitação de doenças crônicas. Foram obtidos setecentos e oitenta e quatro resultados, dos quais oito atenderam aos critérios de inclusão. As intervenções envolveram educação em saúde (n = 3), teoria de mudança de comportamento (n = 1), estresse e enfrentamento (n = 1), terapia cognitivo-comportamental (n = 2) e comportamento de autocuidado (n = 1). Os usuários demonstraram aceitação favorável aos chatbots para o autocuidado de doenças crônicas, mas a evidência de eficácia é limitada devido à documentação técnica insuficiente.

## Limitações

O resumo não informa o número total de participantes, o desenho específico de cada estudo incluído, nem as condições crônicas avaliadas. A principal limitação apontada pelos autores é a documentação técnica insuficiente nos estudos, o que restringe a avaliação da eficácia. Além disso, não foram detalhados os riscos de viés de cada estudo, e a heterogeneidade das intervenções dificulta comparações. O resumo também não informa limitações relacionadas à população ou ao contexto dos estudos.

## Aplicação no consultório

Os achados sugerem que chatbots com IA podem ser considerados como ferramentas de apoio ao autocuidado de pacientes com doenças crônicas, desde que haja cautela devido à evidência limitada. Na gestão do consultório, o médico pode avaliar a incorporação dessas tecnologias como complemento à orientação tradicional, mas deve priorizar a segurança do paciente e a transparência sobre as limitações. É importante que a equipe esteja preparada para monitorar o uso e integrar os dados gerados pelos chatbots ao acompanhamento clínico, sem substituir o julgamento profissional.

## Perguntas para aprofundar

- Quais são as características técnicas dos chatbots com IA usados em doenças crônicas?
- Como a segurança do paciente é abordada em intervenções com chatbots?
- Qual o impacto da aceitação dos chatbots na adesão ao tratamento de doenças crônicas?

Tema: LLMs e chatbots clínicos. Página: https://alphadoctor.com.br/ciencia/ia-llm-chatbots/chatbots-com-inteligencia-artificial-sao-aceitos-e-eficazes-no-autocuidado-de/

Conteúdo educacional para profissionais de saúde, baseado no resumo do artigo citado. Não substitui a leitura do estudo original nem avaliação clínica.
