# Qual é o papel atual da inteligência artificial no manejo da hiperplasia prostática benigna, segundo uma revisão sistemática?

> A revisão sistemática mostra que a inteligência artificial, incluindo modelos de linguagem e aprendizado de máquina, pode apoiar educação do paciente, identificação de biomarcadores, avaliação funcional, imagem, diagnóstico de gravidade, predição de tratamento e exame histológico na hiperplasia prostática benigna, embora persistam desafios de heterogeneidade de dados, validação prospectiva limitada e questões éticas e regulatórias.

Estudo citado: Sequi MB, Pastore AL, Al Salhi Y, Lombardo R, Valenzi FM, Suraci PP et al.. Current role of artificial intelligence in the management of benign prostatic hyperplasia: a systematic review. Minerva urology and nephrology. 2026. DOI: https://doi.org/10.23736/S2724-6051.25.06658-3. PubMed: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/41697204/

## Resposta

A revisão sistemática reuniu evidências sobre o uso da inteligência artificial no manejo da hiperplasia prostática benigna, dividindo os achados em dois grandes grupos: modelos de linguagem para educação do paciente e aplicações clínicas de inteligência artificial. As aplicações clínicas foram organizadas em identificação de biomarcadores, diagnóstico funcional, imagem, diagnóstico de gravidade, predição de tratamento e exame histológico.

Nos estudos com modelos de linguagem, chatbots como ChatGPT-3.5, ChatGPT-4 e New Bing Chat mostraram alta acurácia ao responder perguntas relacionadas à hiperplasia prostática benigna, auxiliando a educação do paciente. Já nas aplicações clínicas, algoritmos de aprendizado de máquina identificaram genes e biomarcadores diagnósticos relevantes, enquanto modelos de inteligência artificial previram padrões de fluxo urinário e diagnosticaram disfunções vesicais, reduzindo a necessidade de procedimentos invasivos.

A revisão também aponta que a inteligência artificial melhora a acurácia da segmentação prostática e da medida de volume, auxiliando o diagnóstico e o planejamento terapêutico. Sistemas de inteligência artificial forneceram avaliações de gravidade e previram desfechos de tratamento, apoiando a decisão clínica. Modelos baseados em inteligência artificial demonstraram alta acurácia no diagnóstico de hiperplasia prostática benigna e na predição da resposta tecidual aos tratamentos.

Apesar do potencial, os autores destacam desafios que precisam ser enfrentados antes da adoção clínica ampla: heterogeneidade dos dados, conjuntos de dados pequenos e específicos de instituições e ausência de estudos de validação prospectiva. Questões éticas, supervisão regulatória e confiança do médico também precisam ser abordadas.

A conclusão é que a inteligência artificial tem demonstrado promessa significativa no manejo da hiperplasia prostática benigna, oferecendo maior acurácia diagnóstica, estratégias de tratamento personalizadas e melhor engajamento do paciente. Pesquisas futuras devem refinar os modelos por meio de colaborações multi-institucionais, desenvolvimento de conjuntos de dados padronizados e estudos de validação no mundo real.

## O que o estudo mostrou

Trata-se de uma revisão sistemática com busca em PubMed, Embase, Web of Science, IeeeXplore e Cochrane até dezembro de 2024, seguindo as diretrizes PRISMA. Foram incluídos estudos que avaliaram modelos de linguagem para educação do paciente e aplicações clínicas de inteligência artificial, incluindo identificação de biomarcadores, avaliação funcional, imagem, diagnóstico de gravidade e exame histológico. O risco de viés foi avaliado com as ferramentas QUADAS-2, PROBAST e ROBINS-I. O resumo não informa o número exato de estudos incluídos.

## Limitações

O resumo informa desafios como heterogeneidade dos dados, conjuntos de dados pequenos e específicos de instituições e falta de estudos de validação prospectiva. Também menciona preocupações éticas, necessidade de supervisão regulatória e confiança do médico. O resumo não detalha a qualidade individual dos estudos incluídos nem o tamanho das amostras de cada um.

## Aplicação no consultório

O médico pode considerar que a inteligência artificial, segundo a revisão, tem potencial para apoiar educação do paciente, avaliação funcional, imagem prostática, estimativa de gravidade e predição de resposta ao tratamento na hiperplasia prostática benigna. Para a gestão do consultório, isso sugere oportunidade de incorporar ferramentas de apoio à decisão e materiais educativos baseados em modelos de linguagem, mas com cautela diante da ausência de validação prospectiva, da heterogeneidade dos dados e das questões regulatórias e éticas. A adoção deve ser acompanhada de avaliação crítica da confiança nos modelos e da adequação à realidade local.

## Perguntas para aprofundar

- Como os modelos de linguagem podem ser usados com segurança na educação de pacientes com hiperplasia prostática benigna?
- Quais aplicações clínicas de inteligência artificial em hiperplasia prostática benigna têm maior suporte na literatura revisada?
- Quais barreiras éticas e regulatórias precisam ser resolvidas antes da adoção clínica da inteligência artificial na urologia?

Tema: Ética, viés e explicabilidade da IA em saúde. Página: https://alphadoctor.com.br/ciencia/ia-etica-vies/qual-e-o-papel-atual-da-inteligencia-artificial-no-manejo-da-hiperplasia/

Conteúdo educacional para profissionais de saúde, baseado no resumo do artigo citado. Não substitui a leitura do estudo original nem avaliação clínica.
