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Escriba ambiental e documentação clínica com IA

O ChatGPT pode ajudar na documentação clínica do histórico da doença atual em comparação com digitação e ditado?

Resposta curta: Em ensaio randomizado e cego com estudantes de medicina, residentes de ortopedia e cirurgiões, o ChatGPT produziu históricos da doença atual mais longos e de maior qualidade pelo Physician Documentation Quality Instrument do que digitação e ditado, mas incluiu informações errôneas em 36% dos documentos. O ditado foi o método mais rápido.

Resposta

A documentação clínica é parte central da prática médica, pois permite comunicação entre profissionais e registros precisos do cuidado. Ferramentas de inteligência artificial, como chatbots e assistentes virtuais, vêm sendo exploradas como apoio a essa tarefa. O ChatGPT é um modelo conversacional que gera respostas semelhantes às humanas a partir de comandos textuais. O estudo avaliou sua capacidade de auxiliar na redação do histórico da doença atual com base em histórias padronizadas de pacientes.

Trata-se de um estudo randomizado e cego que comparou digitação, ditado e ChatGPT como ferramentas para documentar o histórico da doença atual de histórias padronizadas de pacientes. Participaram estudantes de medicina, residentes de cirurgia ortopédica e cirurgiões assistentes, cada um completando três históricos com uma técnica diferente. Os participantes foram randomizados em coortes conforme o tipo de técnica de documentação e entrevistaram pacientes padronizados para documentar o histórico da doença atual pelo método designado.

Nos resultados, o ChatGPT ficou em posição intermediária quanto à velocidade; o ditado foi o mais rápido. No entanto, o ChatGPT produziu históricos marcadamente mais longos e de maior qualidade pelo Physician Documentation Quality Instrument em comparação com ditado e digitação. Apesar disso, o ChatGPT incluiu informações errôneas em 36% dos documentos. Houve baixa concordância entre revisores quanto à qualidade dos históricos.

A discussão sugere que o ChatGPT tem potencial para melhorar a documentação clínica ao produzir históricos da doença atual mais abrangentes e organizados, gerando documentação mais longa e detalhada do que digitação ou ditado. Os autores ressaltam que estudos adicionais são necessários para investigar e abordar questões de privacidade, viés e acurácia das informações.

O que o estudo mostrou

Estudo randomizado e cego comparou digitação, ditado e ChatGPT na documentação do histórico da doença atual de histórias padronizadas de pacientes. Participaram estudantes de medicina, residentes de cirurgia ortopédica e cirurgiões assistentes, cada um completando três históricos com técnicas diferentes. O ChatGPT foi intermediário em velocidade; o ditado foi mais rápido. O ChatGPT gerou históricos mais longos e de maior qualidade pelo Physician Documentation Quality Instrument, mas incluiu informações errôneas em 36% dos documentos, com baixa concordância entre revisores sobre a qualidade.

Limitações

O resumo não informa detalhes sobre o desenho além de ser randomizado e cego, nem sobre critérios de seleção ou análise estatística. A amostra é pequena e houve baixa concordância entre revisores quanto à qualidade dos históricos. O resumo também não informa como as informações erróneas foram identificadas ou classificadas. Os autores apontam necessidade de estudos adicionais sobre privacidade, viés e acurácia.

Aplicação no consultório

O médico pode considerar o ChatGPT como apoio à redação de históricos da doença atual, lembrando que ele pode gerar textos mais longos e organizados, mas exige revisão cuidadosa pela possibilidade de informações erróneas. Na gestão do consultório, a ferramenta pode reduzir tempo de redação, embora o ditado tenha sido mais rápido no estudo. A adoção deve incluir checagem de acurácia e atenção a privacidade e viés, conforme apontado pelos autores.

Estudo citado

ChatGPT's Ability to Assist with Clinical Documentation: A Randomized Controlled Trial. The Journal of the American Academy of Orthopaedic Surgeons, 2024.
Autores: Baker HP, Dwyer E, Kalidoss S, Hynes K, Wolf J, Strelzow JA.
DOI: 10.5435/JAAOS-D-23-00474 · PubMed: PMID 37976385

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Conteúdo educacional para profissionais de saúde, baseado no resumo do artigo citado. Não substitui a leitura do estudo original nem avaliação clínica.