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IA em cirurgia e robótica

Como medir a proficiência em cirurgia robótica de forma padronizada e objetiva?

Resposta curta: Uma revisão sistemática identificou 27 métricas de desempenho em cirurgia robótica, sendo a maioria subjetiva. A avaliação global mais usada foi a GEARS. Métricas automatizadas de desempenho (APMs) destacam-se como promissoras por serem objetivas e amplamente aplicáveis, mas ainda não há padronização.

Resposta

A cirurgia robótica assistida (RAS) tem aumentado globalmente, mas não existe um currículo de treinamento padronizado nem uma medida padronizada de desempenho. Esta revisão sistemática avaliou as ferramentas usadas para medir o desempenho técnico dos cirurgiões em diversas especialidades.

Foram incluídos 72 artigos, dos quais 27 métricas únicas foram identificadas. As avaliações globais foram as ferramentas mais comuns (n=13), com destaque para a GEARS (Global Evaluative Assessment of Robotic Skills). Apenas 11 métricas (42%) eram ferramentas objetivas, sendo as métricas automatizadas de desempenho (APMs) as mais usadas entre elas; as demais (n=15, 58%) eram subjetivas.

Os resultados demonstram variação nas ferramentas de avaliação do desempenho técnico em RAS. Uma grande proporção das métricas é subjetiva, o que aumenta o risco de viés entre os usuários. Os autores concluem que é necessária uma métrica objetiva padronizada que aborde todos os domínios do desempenho técnico, do global ao cognitivo, aplicável a todos os procedimentos de RAS e de fácil implementação.

As APMs têm demonstrado promessa por seu uso amplo e medidas acuradas. No entanto, a revisão não fornece detalhes sobre a implementação prática dessas métricas ou sobre como integrá-las ao treinamento e à avaliação de cirurgiões.

Para o médico brasileiro que atua em cirurgia robótica, os achados reforçam a necessidade de buscar ferramentas objetivas de avaliação, como as APMs, e de considerar a padronização de métricas para garantir uma avaliação mais confiável do desempenho.

O que o estudo mostrou

Revisão sistemática seguindo diretrizes PRISMA 2020, com busca em Pubmed, Embase e Cochrane Library para artigos publicados entre janeiro de 2020 e janeiro de 2022. Foram incluídos estudos observacionais e ensaios clínicos randomizados, excluindo revisões. A busca inicial rendeu 1189 artigos, dos quais 72 preencheram os critérios. Identificaram-se 27 métricas únicas de desempenho; avaliações globais foram as mais comuns (n=13), destacando-se a GEARS. Apenas 11 métricas (42%) eram objetivas, sendo as APMs as mais usadas; as outras 15 (58%) eram subjetivas.

Limitações

O resumo não informa detalhes sobre a qualidade metodológica dos estudos incluídos, nem sobre a heterogeneidade entre as especialidades cirúrgicas. Também não são descritas as limitações das próprias métricas avaliadas ou a aplicabilidade dos achados em diferentes contextos de prática. A revisão não fornece dados sobre a implementação das APMs na rotina clínica.

Aplicação no consultório

Para a prática clínica e a gestão do consultório, os achados sugerem que o médico que realiza cirurgia robótica deve priorizar ferramentas objetivas de avaliação de desempenho, como as APMs, para monitorar sua proficiência e a de sua equipe. A ausência de padronização implica que cada serviço pode adotar métricas próprias, mas é importante documentar e validar essas escolhas. A gestão de treinamento pode se beneficiar da incorporação de avaliações globais como a GEARS, desde que combinadas com medidas objetivas para reduzir vieses.

Estudo citado

Measures of performance and proficiency in robotic assisted surgery: a systematic review. Journal of robotic surgery, 2024.
Autores: El-Sayed C, Yiu A, Burke J, Vaughan-Shaw P, Todd J, Lin P, Kasmani Z, Munsch C, Rooshenas L, Campbell M, Bach SP.
DOI: 10.1007/s11701-023-01756-y · PubMed: PMID 38217749

Perguntas para aprofundar

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Conteúdo educacional para profissionais de saúde, baseado no resumo do artigo citado. Não substitui a leitura do estudo original nem avaliação clínica.