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IA em cirurgia e robótica

Como a inteligência artificial tem sido aplicada na prática clínica da anestesiologia e o que a evidência mostra até agora?

Resposta curta: Uma revisão sistemática identificou 46 artigos sobre aplicação clínica da inteligência artificial em anestesiologia, agrupados em monitorização da profundidade anestésica, técnicas guiadas por imagem, predição de eventos e riscos e controle da administração de fármacos. Na maioria dos campos, os métodos de inteligência artificial testados mostraram desempenho superior aos métodos tradicionais, segundo o resumo.

Resposta

A revisão sistemática buscou mapear o estado atual da aplicação da inteligência artificial na prática clínica da anestesiologia. Os autores seguiram as diretrizes PRISMA e pesquisaram Medline e Web of Science por artigos publicados até novembro de 2022, usando termos relacionados à inteligência artificial e à prática clínica anestésica. Foram excluídos estudos com animais, editoriais, revisões e amostras menores que 10 pacientes.

Foram incluídos 46 artigos, organizados em quatro categorias conforme a aplicabilidade clínica: monitorização da profundidade da anestesia, técnicas guiadas por imagem relacionadas à anestesia, predição de eventos e riscos relacionados à anestesia e controle da administração de fármacos. Cada grupo foi analisado e os principais achados foram sumarizados pelos autores.

O achado central é que, em todos os campos avaliados, a maioria dos métodos de inteligência artificial testados apresentou resultados de desempenho superiores aos métodos tradicionais. Os autores extraíram características e medidas de acurácia de cada estudo, o que permite comparar o desempenho das abordagens computacionais com as práticas convencionais descritas na literatura incluída.

A conclusão do artigo é que sistemas de inteligência artificial estão sendo integrados à prática clínica da anestesiologia, aprimorando habilidades dos profissionais médicos em tomada de decisão, acurácia diagnóstica e resposta terapêutica. O resumo não detalha quais sistemas específicos estão disponíveis para uso rotineiro nem descreve protocolos de implantação.

O que o estudo mostrou

Trata-se de uma revisão sistemática conduzida segundo as diretrizes PRISMA, com busca em Medline e Web of Science até novembro de 2022. Foram incluídos 46 artigos, excluindo-se estudos com animais, editoriais, revisões e amostras menores que 10 pacientes. Os estudos foram agrupados em quatro categorias de aplicabilidade clínica: monitorização da profundidade da anestesia, técnicas guiadas por imagem, predição de eventos e riscos e controle da administração de fármacos. Na maioria dos campos, os métodos de inteligência artificial testados mostraram desempenho superior aos métodos tradicionais.

Limitações

O resumo não informa a qualidade metodológica dos estudos incluídos, o risco de viés, a heterogeneidade entre as populações ou os tipos de modelos de inteligência artificial avaliados. Também não descreve o tamanho amostral agregado nem se os resultados foram validados externamente. Essas informações são necessárias para julgar a robustez e a generalização dos achados.

Aplicação no consultório

Para o anestesiologista, a revisão sugere que ferramentas de inteligência artificial podem apoiar monitorização, predição de riscos e controle de fármacos, mas o resumo não indica produtos ou protocolos prontos para uso. Na gestão do consultório e do centro cirúrgico, isso orienta cautela na incorporação de tecnologias e reforça a necessidade de avaliar evidências locais antes de adotar sistemas que influenciem decisões clínicas.

Estudo citado

Artificial intelligence and its clinical application in Anesthesiology: a systematic review. Journal of clinical monitoring and computing, 2024.
Autores: Lopes S, Rocha G, Guimarães-Pereira L.
DOI: 10.1007/s10877-023-01088-0 · PubMed: PMID 37864754

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Conteúdo educacional para profissionais de saúde, baseado no resumo do artigo citado. Não substitui a leitura do estudo original nem avaliação clínica.