# A cirurgia robótica é segura e viável para o tratamento de doenças hepáticas benignas?

> Sim, a cirurgia robótica parece ser uma opção segura e viável para doenças hepáticas benignas, com menor perda sanguínea, menor tempo de internação e menos complicações em comparação à cirurgia aberta. Em relação à laparoscopia, os resultados peri e pós-operatórios são semelhantes, mas o custo elevado ainda é um obstáculo importante.

Estudo citado: Tsekouras K, Spartalis E, Mamakos N, Tsourouflis G, Nikiteas NI, Dimitroulis D. The Use of Robotics in Surgery of Benign Liver Diseases: A Systematic Review. Surgical innovation. 2022. DOI: https://doi.org/10.1177/15533506211031414. PubMed: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/34275339/

## Resposta

A cirurgia robótica (CR) tem sido proposta como alternativa minimamente invasiva para o tratamento de doenças hepáticas benignas (DHB), um campo em que a indicação cirúrgica ainda é controversa devido ao risco e à alta taxa de complicações. Esta revisão sistemática avaliou a aplicação da CR nesse contexto, buscando sintetizar as evidências disponíveis.

Foram incluídos 12 estudos, totalizando 115 pacientes com DHB submetidos à CR. Os resultados sugerem que a CR é segura e viável, com desfechos peri e pós-operatórios comparáveis aos da cirurgia laparoscópica (CL). Quando comparada à cirurgia aberta, a CR associou-se a menor perda sanguínea, menor tempo de internação e menor taxa de complicações.

A CR pode superar algumas limitações técnicas da CL, ampliando o arsenal minimamente invasivo para DHB. No entanto, o custo elevado da CR permanece um fator limitante para sua difusão. Os autores concluem que são necessários mais estudos para justificar a introdução da CR na cirurgia hepática e definir quais pacientes mais se beneficiariam.

Diante disso, a CR configura-se como uma opção promissora, mas sua incorporação na prática clínica deve considerar a relação custo-benefício e a seleção adequada de pacientes. A decisão compartilhada com a equipe multidisciplinar e a análise de cada caso são fundamentais.

## O que o estudo mostrou

Revisão sistemática que incluiu 12 estudos com 115 pacientes com doenças hepáticas benignas submetidos à cirurgia robótica. Os achados indicam que a cirurgia robótica é segura e viável, com menor perda sanguínea, menor tempo de internação e menos complicações em comparação à cirurgia aberta. Em relação à laparoscopia, os resultados peri e pós-operatórios foram semelhantes, mas a cirurgia robótica pode superar limitações técnicas da laparoscopia. O custo elevado foi apontado como principal desvantagem.

## Limitações

O resumo não informa detalhes sobre o desenho dos estudos incluídos, possíveis vieses, heterogeneidade ou tempo de seguimento. O número total de pacientes é pequeno, e os resultados devem ser interpretados com cautela. Além disso, não são apresentadas análises de subgrupos ou comparações diretas entre as técnicas.

## Aplicação no consultório

Para o médico que atende pacientes com doenças hepáticas benignas, a cirurgia robótica pode ser considerada uma alternativa minimamente invasiva, especialmente em casos selecionados. No entanto, a decisão deve levar em conta a disponibilidade de equipamento, a experiência da equipe e os custos envolvidos. A gestão do consultório pode se beneficiar do conhecimento sobre os benefícios potenciais da CR, como menor tempo de internação, que impacta custos hospitalares, mas o alto custo da tecnologia ainda é um desafio para a incorporação rotineira.

## Perguntas para aprofundar

- Quais são os critérios para indicar cirurgia robótica em doenças hepáticas benignas?
- Como a cirurgia robótica se compara à laparoscopia em termos de custo-efetividade?
- Quais pacientes com doenças hepáticas benignas mais se beneficiam da abordagem robótica?

Tema: IA em cirurgia e robótica. Página: https://alphadoctor.com.br/ciencia/ia-cirurgia-robotica/a-cirurgia-robotica-e-segura-e-viavel-para-o-tratamento-de-doencas-hepaticas/

Conteúdo educacional para profissionais de saúde, baseado no resumo do artigo citado. Não substitui a leitura do estudo original nem avaliação clínica.
