# A cirurgia de tireoide por facelift (endoscópica ou robótica) é segura e tem resultados comparáveis às abordagens convencionais?

> Segundo esta revisão sistemática, a cirurgia de tireoide por facelift (endoscópica ou robótica) é segura e eficaz para lesões benignas e malignas, com complicações semelhantes às da tireoidectomia convencional e excelente satisfação cosmética. Os resultados foram comparáveis às abordagens transaxilar ou oral quanto a tempo operatório, complicações e drenagem.

Estudo citado: Lechien JR, Fisichella PM, Dapri G, Russell JO, Hans S. Facelift thyroid surgery: a systematic review of indications, surgical and functional outcomes. Journal of otolaryngology - head & neck surgery = Le Journal d'oto-rhino-laryngologie et de chirurgie cervico-faciale. 2023. DOI: https://doi.org/10.1186/s40463-023-00624-x. PubMed: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/37038204/

## Resposta

A revisão sistemática reuniu evidências sobre indicações e desfechos cirúrgicos e funcionais da cirurgia de tireoide por facelift (FTS), realizada por via endoscópica ou robótica. Os autores buscaram responder se a FTS apresenta desfechos comparáveis aos de outras abordagens cirúrgicas. A busca foi conduzida em bases bibliográficas e a seleção seguiu critérios estruturados, com avaliação de idade, sexo, indicações, patologia, avaliações funcionais, desfechos cirúrgicos e complicações.

Foram incluídos quinze artigos, totalizando 394 pacientes. A FTS foi realizada para lesões tireoidianas benignas e malignas, com ou sem esvaziamento central do pescoço. O tamanho do nódulo e o volume do lobo tireoidiano não excederam, respectivamente, 6 e 10 cm. A FTS apresentou desfechos comparáveis às abordagens transaxilar ou oral quanto ao tempo operatório, às taxas de complicações e às características de drenagem.

O tempo operatório médio variou de 88 a 220 min, dependendo do tipo de cirurgia (tireoidectomia parcial ou total, endoscópica ou robótica). A conversão para cirurgia aberta foi rara, ocorrendo em 0-6,3% dos casos. As complicações mais comuns foram hipoestesia do lóbulo da orelha, hematoma, seroma, hipocalcemia transitória e paralisia transitória do nervo recorrente.

Os autores observaram disparidade importante entre os estudos quanto aos critérios de inclusão e exclusão e aos desfechos cirúrgicos e funcionais. A conclusão foi que a FTS é uma abordagem segura e eficaz para lesões tireoidianas benignas e malignas, com complicações semelhantes às da tireoidectomia convencional e excelente satisfação cosmética.

## O que o estudo mostrou

Revisão sistemática com busca em bases bibliográficas que incluiu quinze artigos e 394 pacientes submetidos a cirurgia de tireoide por facelift endoscópica ou robótica, para lesões benignas e malignas, com ou sem esvaziamento central. Nódulos não excederam 6 cm e lobos não excederam 10 cm. O tempo operatório médio variou de 88 a 220 min, a conversão para cirurgia aberta ocorreu em 0-6,3% e as complicações mais comuns foram hipoestesia do lóbulo da orelha, hematoma, seroma, hipocalcemia transitória e paralisia transitória do nervo recorrente.

## Limitações

O resumo não informa detalhes sobre a qualidade metodológica dos estudos incluídos nem sobre o risco de viés. Os próprios autores relatam disparidade importante entre os estudos quanto aos critérios de inclusão e exclusão e aos desfechos cirúrgicos e funcionais, o que limita a comparabilidade e a generalização dos achados. O resumo também não informa seguimento, tamanho amostral por estudo ou características dos centros.

## Aplicação no consultório

Para o médico que avalia pacientes com nódulos tireoidianos, a FTS surge como opção a considerar quando o perfil da lesão se enquadra nos limites descritos e há preocupação cosmética. A possibilidade de conversão para cirurgia aberta deve ser discutida no planejamento. Na gestão do consultório, vale estruturar o encaminhamento para serviços com experiência na técnica, revisar critérios de indicação e orientar a equipe sobre complicações esperadas, como hipoestesia do lóbulo da orelha e alterações transitórias de cálcio e de nervo recorrente.

## Perguntas para aprofundar

- Quais critérios de indicação devem ser considerados antes de encaminhar um paciente para cirurgia de tireoide por facelift?
- Como a cirurgia de tireoide por facelift se compara à tireoidectomia convencional em termos de complicações?
- Quais são as complicações mais frequentes da cirurgia de tireoide por facelift e como manejá-las no pós-operatório?

Tema: IA em cirurgia e robótica. Página: https://alphadoctor.com.br/ciencia/ia-cirurgia-robotica/a-cirurgia-de-tireoide-por-facelift-endoscopica-ou-robotica-e-segura-e-tem/

Conteúdo educacional para profissionais de saúde, baseado no resumo do artigo citado. Não substitui a leitura do estudo original nem avaliação clínica.
