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IA na atenção primária

A teledermatologia em unidades de atenção primária é uma alternativa custo-efetiva à consulta dermatológica presencial no hospital?

Resposta curta: Sim. Em estudo randomizado com 450 pacientes, a teledermatologia reduziu custos por paciente em 53,04% (perspectiva do sistema público) e 77,59% (perspectiva do paciente), com aumento de 0,05 QALYs e custo por QALY 63,34% menor que a consulta presencial.

Resposta

A teledermatologia (TD) realizada em centros de atenção primária (AP) tem sido proposta como forma de ampliar o acesso à dermatologia e reduzir custos. Este estudo realizou uma avaliação econômica comparando unidades de TD em AP com consultas dermatológicas presenciais (F-F/D) no hospital, sob a perspectiva do sistema público de saúde e dos pacientes.

Trata-se de um estudo randomizado, controlado, não cego e multicêntrico, que acompanhou 450 pacientes por 6 meses (225 no grupo TD e 225 no grupo F-F/D). Foram analisados custos, qualidade de vida (por meio do questionário EuroQol-5D-5L) e custo por QALY (anos de vida ajustados pela qualidade).

Os resultados mostraram que, na perspectiva do sistema público, o custo por paciente foi 53,04% menor no grupo TD (p < 0,001), e as visitas hospitalares diminuíram 72,43% (p < 0,001). Na perspectiva dos pacientes, a TD reduziu os custos por paciente em 77,59% (p < 0,001). O custo por QALY foi 63,34% maior no grupo F-F/D (p < 0,001). Os custos totais do grupo TD foram 56,34% menores (p < 0,001). Além disso, os pacientes do grupo TD ganharam 0,05 QALYs a mais que os do grupo F-F/D (p = 0,004).

Os autores concluem que as unidades de TD na AP representam uma alternativa custo-efetiva significativa ao acompanhamento hospitalar convencional. Para potencializar a TD na AP, sugerem a introdução de plataformas de consulta remota com inteligência artificial para pré-diagnóstico, capacitação dos profissionais e treinamento em ferramentas digitais, especialmente para enfermeiros de saúde pública, visando identificação precoce de doenças dermatológicas e redução de encaminhamentos desnecessários.

O que o estudo mostrou

Estudo randomizado, controlado, não cego e multicêntrico, com 450 pacientes (225 em teledermatologia e 225 em consulta presencial), acompanhados por 6 meses. A teledermatologia reduziu custos por paciente em 53,04% (perspectiva do sistema público) e 77,59% (perspectiva dos pacientes), diminuiu visitas hospitalares em 72,43%, teve custo por QALY 63,34% menor que a consulta presencial e custos totais 56,34% menores, além de ganho de 0,05 QALYs (p = 0,004).

Limitações

O resumo não informa limitações do estudo, como possível falta de cegamento, duração de apenas 6 meses, características da amostra ou generalização para outros contextos. Também não detalha os custos incluídos ou a metodologia de valoração.

Aplicação no consultório

Os achados podem orientar gestores a considerar a teledermatologia em unidades de atenção primária como estratégia para reduzir custos e melhorar o acesso, especialmente com apoio de inteligência artificial para pré-diagnóstico e capacitação de enfermeiros. No consultório, o médico pode avaliar a implementação de fluxos digitais e treinamento da equipe para identificação precoce de doenças dermatológicas e encaminhamentos mais precisos.

Estudo citado

Cost-Utility Analysis of Teledermatology Units in Primary Care Centers Versus Face-to-Face Dermatology Consultations in the Hospital. Public health nursing (Boston, Mass.), 2025.
Autores: Lopez-Villegas A, Bautista-Mesa RJ, Lopez-Liria R, Perez-Heredia M, Hernandez-Montoya CJ, Gutierrez-Maldonado MG, Leal-Costa C, Peiro S.
DOI: 10.1111/phn.13438 · PubMed: PMID 39404195

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Conteúdo educacional para profissionais de saúde, baseado no resumo do artigo citado. Não substitui a leitura do estudo original nem avaliação clínica.