# O gel de queratina autóloga e fibroblastos é eficaz como preenchedor de tecidos moles para rugas no pescoço?

> Sim, segundo o estudo, a injeção de queratina autóloga e fibroblastos melhorou visivelmente as rugas no pescoço, sem complicações graves, e apresentou efeito e tempo de manutenção superiores ao controle com ácido hialurônico, sendo uma opção eficaz para rejuvenescimento cervical com eficácia de longo prazo.

Estudo citado: Wang Y, Wang B, Zhang Q, Ma J. New soft tissue filler derived from autologous keratin and fibroblast for neck wrinkles. Journal of cosmetic dermatology. 2018. DOI: https://doi.org/10.1111/jocd.12438. PubMed: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/29160000/

## Resposta

O estudo avaliou a eficácia da injeção de queratina autóloga e fibroblastos como preenchedor de tecidos moles para o envelhecimento do pescoço. Participaram 30 voluntários que receberam o tratamento para rugas cervicais, enquanto 5 receberam ácido hialurônico como controle. As características clínicas foram coletadas no 1º, 3º, 6º, 12º e 24º mês após o tratamento, e os voluntários foram avaliados independentemente pelo método de Lemperle.

Os resultados mostraram que as rugas no pescoço melhoraram de forma observável e não houve relato de complicações graves após o tratamento. Além disso, o efeito e o tempo de manutenção da queratina autóloga e fibroblastos foram melhores do que o controle com ácido hialurônico.

A conclusão dos autores é que a queratina autóloga e fibroblastos, como preenchedor de tecidos moles, é uma opção de tratamento eficaz para o rejuvenescimento do pescoço, com eficácia de longo prazo para reverter o envelhecimento da pele.

O resumo não informa detalhes sobre o desenho randomizado, cegamento, critérios de inclusão ou análise estatística, nem sobre a origem exata dos fibroblastos ou o protocolo de injeção. Portanto, os achados devem ser interpretados com cautela até a publicação de dados completos.

Para o médico brasileiro, o estudo sugere uma alternativa autóloga promissora, mas a aplicação clínica requer consideração sobre a disponibilidade de laboratório para cultivo celular, custos e necessidade de mais evidências antes da incorporação rotineira.

## O que o estudo mostrou

Estudo com 30 voluntários que receberam queratina autóloga e fibroblastos para rugas no pescoço e 5 que receberam ácido hialurônico como controle. As avaliações ocorreram no 1º, 3º, 6º, 12º e 24º mês usando o método de Lemperle. Houve melhora observável das rugas e nenhuma complicação grave. O efeito e o tempo de manutenção foram melhores no grupo tratado do que no controle com ácido hialurônico.

## Limitações

O resumo não informa o desenho detalhado do estudo randomizado, nem o cegamento dos avaliadores, nem os critérios de inclusão. O tamanho amostral é pequeno, especialmente o grupo controle, e não são apresentados dados estatísticos ou de significância. Faltam informações sobre a preparação do gel e o seguimento a longo prazo além de 24 meses.

## Aplicação no consultório

A queratina autóloga com fibroblastos pode ser considerada uma opção para rejuvenescimento cervical, mas exige estrutura para coleta e processamento autólogo, o que impacta custos e logística do consultório. A superioridade sobre o ácido hialurônico sugere potencial de maior durabilidade, porém a decisão deve ser individualizada e baseada em evidências adicionais. O médico deve discutir riscos e benefícios com o paciente e acompanhar a evolução clínica.

## Perguntas para aprofundar

- Qual é o perfil de segurança da injeção de queratina autóloga e fibroblastos em comparação ao ácido hialurônico para rugas cervicais?
- Como é feito o preparo da queratina autóloga e dos fibroblastos para uso como preenchedor?
- A eficácia da queratina autóloga e fibroblastos se mantém além de 24 meses?

Tema: Fibroblastos autólogos. Página: https://alphadoctor.com.br/ciencia/fibroblastos-autologos/o-gel-de-queratina-autologa-e-fibroblastos-e-eficaz-como-preenchedor-de-tecidos/

Conteúdo educacional para profissionais de saúde, baseado no resumo do artigo citado. Não substitui a leitura do estudo original nem avaliação clínica.
