# Em defeitos periodontais intraósseos, o uso combinado de rhFGF-2 e enxerto ósseo autógeno é superior às terapias isoladas?

> Ensaio clínico randomizado comparou rhFGF-2 combinado com enxerto ósseo autógeno, rhFGF-2 isolado e enxerto isolado em defeitos intraósseos. Aos 12 meses, todos os grupos melhoraram o nível de inserção clínica, sem diferença entre si. A terapia com rhFGF-2 proporcionou maior preenchimento ósseo que o enxerto isolado, e a recessão gengival foi menor nos grupos com enxerto.

Estudo citado: Kojima K, Kamata Y, Shimizu T, Sato S, Suzuki S, Takanashi Y et al.. Recombinant human fibroblast growth factor and autogenous bone for periodontal regeneration: Alone or in combination? A randomized clinical trial. Journal of periodontal research. 2024. DOI: https://doi.org/10.1111/jre.13310. PubMed: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/38853125/

## Resposta

Este ensaio clínico randomizado comparou três abordagens para regeneração periodontal de defeitos intraósseos: rhFGF-2 combinado com enxerto ósseo autógeno (ABG), rhFGF-2 isolado e ABG isolado. O objetivo foi avaliar se a combinação oferece vantagens sobre cada terapia isolada. Os desfechos incluíram parâmetros clínicos e radiográficos avaliados antes da cirurgia e aos 3, 6 e 12 meses de acompanhamento.

Aos 12 meses, todos os grupos apresentaram melhora significativa do nível de inserção clínica (CAL) em relação ao baseline: 5,6 ± 1,6 mm no grupo rhFGF-2 + ABG, 5,8 ± 1,7 mm no grupo rhFGF-2 isolado e 5,2 ± 1,6 mm no grupo ABG isolado. Não houve diferença estatisticamente significativa entre os grupos para esse desfecho, indicando que as três modalidades promoveram ganho clínico semelhante.

Em relação ao preenchimento ósseo do defeito (BDF), as terapias com rhFGF-2, isolada ou combinada, resultaram em maior preenchimento (2,3 ± 1,2 mm e 2,6 ± 1,9 mm, respectivamente) em comparação ao ABG isolado (1,2 ± 1,2 mm). Esse achado sugere que o rhFGF-2 favorece a regeneração de tecido duro em defeitos intraósseos.

A recessão gengival foi menor nos grupos ABG isolado (1,2 ± 1,1 mm) e rhFGF-2 + ABG (1,4 ± 0,8 mm) do que no grupo rhFGF-2 isolado (2,2 ± 1,2 mm). Assim, o uso do enxerto ósseo autógeno parece estar associado a menor recessão gengival, o que pode influenciar a decisão terapêutica conforme o perfil do defeito e a expectativa estética.

Os resultados permitem concluir que, aos 12 meses, todas as terapias promoveram melhora clínica significativa, e que o rhFGF-2 promove regeneração de tecido duro. A combinação não foi superior às terapias isoladas para o ganho de inserção clínica, mas o rhFGF-2 associado ou não ao enxerto aumentou o preenchimento ósseo. O resumo não detalha a amostra, o número de defeitos por grupo ou o tempo cirúrgico, limitando inferências sobre custo-efetividade.

## O que o estudo mostrou

Ensaio clínico randomizado que comparou rhFGF-2 + ABG, rhFGF-2 isolado e ABG isolado em defeitos periodontais intraósseos. Foram realizados exames periodontais e radiografias periapicais no pré-operatório e aos 3, 6 e 12 meses. Aos 12 meses, todos os grupos tiveram melhora significativa do CAL (5,6 ± 1,6; 5,8 ± 1,7; 5,2 ± 1,6 mm, respectivamente), sem diferença entre grupos. O preenchimento ósseo foi maior com rhFGF-2 (2,3 ± 1,2 mm e 2,6 ± 1,9 mm) que com ABG isolado (1,2 ± 1,2 mm). A recessão gengival foi menor com ABG isolado (1,2 ± 1,1 mm) e rhFGF-2 + ABG (1,4 ± 0,8 mm) que com rhFGF-2 isolado (2,2 ± 1,2 mm).

## Limitações

O resumo não informa o tamanho da amostra, o número de centros, o tempo de acompanhamento além de 12 meses, nem possíveis eventos adversos. Também não detalha critérios de inclusão/exclusão, método de randomização ou cegamento. Essas omissões limitam a avaliação da validade interna e da aplicabilidade dos achados.

## Aplicação no consultório

Os achados podem orientar a escolha terapêutica em defeitos intraósseos: o rhFGF-2, isolado ou combinado, favorece o preenchimento ósseo, enquanto o enxerto autógeno reduz a recessão gengival. Para a gestão do consultório, é importante considerar a disponibilidade e o custo do rhFGF-2 e do enxerto autógeno, além do tempo cirúrgico e do desconforto do paciente. A decisão deve ser individualizada, ponderando o objetivo principal (regeneração óssea versus resultado estético gengival) e a previsibilidade de cada abordagem.

## Perguntas para aprofundar

- Qual é o custo-efetividade do rhFGF-2 em comparação ao enxerto ósseo autógeno em defeitos intraósseos?
- Como o rhFGF-2 se compara a outros fatores de crescimento na regeneração periodontal?
- Quais são os efeitos adversos e a segurança do rhFGF-2 em procedimentos periodontais?

Tema: Fibroblastos autólogos. Página: https://alphadoctor.com.br/ciencia/fibroblastos-autologos/em-defeitos-periodontais-intraosseos-o-uso-combinado-de-rhfgf-2-e-enxerto-osseo/

Conteúdo educacional para profissionais de saúde, baseado no resumo do artigo citado. Não substitui a leitura do estudo original nem avaliação clínica.
