# A volumização não cirúrgica da depressão tear trough com preenchedores injetáveis proporciona alta satisfação do paciente e quais são as complicações associadas?

> A revisão sistemática mostra que a injeção de preenchedores na região tear trough é eficaz, com satisfação de 84,4% a curto prazo e 76,7% a longo prazo. Complicações menores são comuns (44%). O uso de cânula reduziu equimose (7% vs 17%).

Estudo citado: Gorbea E, Kidwai S, Rosenberg J. Nonsurgical Tear Trough Volumization: A Systematic Review of Patient Satisfaction. Aesthetic surgery journal. 2021. DOI: https://doi.org/10.1093/asj/sjab116. PubMed: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/33693530/

## Resposta

A revisão sistemática avaliou a satisfação do paciente e as taxas de complicações após a volumização não cirúrgica da depressão tear trough com preenchedores injetáveis. Foram incluídos 28 artigos, totalizando 1956 pacientes tratados com quatro materiais diferentes: ácido hialurônico, hidroxiapatita de cálcio, gel autólogo de fibroblasto/queratina e preenchedor à base de colágeno.

Os resultados mostraram altas taxas de satisfação: 84,4% a curto prazo e 76,7% a longo prazo. Complicações menores foram frequentes, ocorrendo em 44% dos casos. Além disso, o uso de cânula para a injeção foi associado a uma menor taxa de equimose em comparação com a agulha (7% vs 17%, P < 0,05).

Os autores concluem que a injeção de preenchedores para a deformidade tear trough é uma técnica eficaz para rejuvenescimento facial, com alta satisfação do paciente. Diferentes materiais oferecem perfis aceitáveis de satisfação e complicações.

Para o médico, esses achados reforçam a importância de considerar a técnica de injeção, especialmente o uso de cânula para reduzir equimoses, e de orientar os pacientes sobre a possibilidade de complicações menores, que são comuns. A escolha do material deve ser individualizada, considerando os perfis de satisfação e complicações.

O resumo não informa detalhes sobre o desenho dos estudos incluídos, nem sobre limitações específicas da revisão. Portanto, a interpretação dos resultados deve considerar essas lacunas.

## O que o estudo mostrou

Revisão sistemática que incluiu 28 artigos, com 1956 pacientes submetidos à injeção de preenchedores na região tear trough. Foram utilizados quatro materiais: ácido hialurônico (1535 pacientes), hidroxiapatita de cálcio (376), gel autólogo de fibroblasto/queratina (35) e preenchedor à base de colágeno (10). As taxas de satisfação foram 84,4% a curto prazo e 76,7% a longo prazo. Complicações menores ocorreram em 44% dos casos. O uso de cânula foi associado a menor taxa de equimose (7% vs 17%, P < 0,05).

## Limitações

O resumo não informa o desenho dos estudos incluídos, nem detalhes sobre as limitações metodológicas da revisão. Não são fornecidos dados sobre heterogeneidade entre os estudos, tempo de seguimento ou critérios de avaliação de satisfação e complicações. Essas lacunas limitam a generalização dos achados.

## Aplicação no consultório

Os achados podem orientar a prática clínica: a volumização do tear trough com preenchedores é eficaz e com alta satisfação, mas complicações menores são comuns, exigindo aconselhamento adequado. O uso de cânula pode ser preferível para reduzir equimoses. A escolha do material deve considerar os perfis de satisfação e complicações. Na gestão do consultório, é importante padronizar técnicas e materiais, além de documentar resultados e complicações para melhoria contínua.

## Perguntas para aprofundar

- Qual a taxa de complicações menores na volumização do tear trough com preenchedores?
- O uso de cânula reduz equimose em comparação com agulha na injeção de preenchedores?
- Quais materiais preenchedores são mais utilizados na região tear trough e qual seu perfil de satisfação?

Tema: Fibroblastos autólogos. Página: https://alphadoctor.com.br/ciencia/fibroblastos-autologos/a-volumizacao-nao-cirurgica-da-depressao-tear-trough-com-preenchedores/

Conteúdo educacional para profissionais de saúde, baseado no resumo do artigo citado. Não substitui a leitura do estudo original nem avaliação clínica.
