# Exossomos podem ser biomarcadores e alvos terapêuticos no transtorno do espectro autista?

> Uma revisão sistemática identificou que exossomos carregam moléculas como DNA mitocondrial, citocinas e RNAs, com potencial para diagnóstico precoce e terapias individualizadas no transtorno do espectro autista. Estudos em modelos animais mostraram melhoras comportamentais, mas ainda não há biomarcadores ou tratamentos estabelecidos.

Estudo citado: Ünal D, Sarıköse Özgüven A. Exosomes: New biomarker and therapeutic candidates in autism spectrum disorder research. Acta neuropsychiatrica. 2025. DOI: https://doi.org/10.1017/neu.2025.10047. PubMed: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/41267515/

## Resposta

O transtorno do espectro autista (TEA) carece de biomarcadores confiáveis e de tratamentos específicos. Nesse contexto, os exossomos — pequenas vesículas que transportam proteínas, lipídios e ácidos nucleicos — têm sido investigados como uma espécie de biópsia líquida do cérebro, com potencial para auxiliar no diagnóstico e no desenvolvimento de terapias.

Uma revisão sistemática recente compilou estudos que relacionam exossomos ao TEA. Foram identificados 31 artigos no PubMed, dos quais 15 estudos de pesquisa foram incluídos após aplicação dos critérios PRISMA. A revisão discutiu tanto a busca por biomarcadores quanto as abordagens terapêuticas, destacando duas principais linhas de investigação.

Diversos estudos encontraram possíveis biomarcadores no conteúdo exossomal, como DNA mitocondrial (mtDNA7S), citocinas (IL-1β, TNF-α e IL-6) e diferentes tipos de RNAs, ao comparar pacientes ou modelos de TEA com controles. Esses achados sugerem que os exossomos podem refletir alterações biológicas associadas ao transtorno.

Na vertente terapêutica, estudos com modelos animais de TEA mostraram melhoras comportamentais após intervenções relacionadas a exossomos. No entanto, a revisão conclui que ainda não há biomarcadores ou tratamentos eficazes estabelecidos, e a pesquisa com exossomos representa uma avenida promissora para diagnóstico precoce e terapias personalizadas.

Para o médico, é importante reconhecer que se trata de área em investigação, sem aplicação clínica imediata. O resumo não fornece detalhes sobre amostras humanas ou limitações específicas dos estudos incluídos, o que reforça a necessidade de cautela na interpretação dos resultados.

## O que o estudo mostrou

Trata-se de uma revisão sistemática que identificou 31 artigos no PubMed e, após exclusões e inclusões conforme critérios PRISMA, incluiu 15 estudos de pesquisa. Os achados apontam para possíveis biomarcadores exossomais, como DNA mitocondrial (mtDNA7S), citocinas (IL-1β, TNF-α e IL-6) e diferentes tipos de RNAs, além de melhoras comportamentais em modelos animais de TEA submetidos a intervenções. O resumo não informa o tamanho da amostra dos estudos primários nem o desenho específico de cada um.

## Limitações

O resumo não detalha as limitações dos estudos incluídos, como heterogeneidade metodológica, tamanho amostral ou vieses. Também não informa se os achados em humanos são consistentes ou se há validação independente. A ausência de dados sobre a qualidade dos estudos e a predominância de resultados em modelos animais limitam a generalização para a prática clínica.

## Aplicação no consultório

Ainda não há aplicação clínica direta dos exossomos no TEA. O médico deve acompanhar as pesquisas, mas sem incorporar esses marcadores na rotina diagnóstica ou terapêutica. No consultório, é importante manejar expectativas de famílias que buscam testes não validados e focar em intervenções baseadas em evidências. A gestão pode incluir educação continuada sobre biópsia líquida e cautela com promessas de exames experimentais.

## Perguntas para aprofundar

- Quais biomarcadores exossomais já foram descritos no transtorno do espectro autista?
- Exossomos podem ser usados como ferramenta de diagnóstico precoce no autismo?
- Quais são as perspectivas terapêuticas baseadas em exossomos para o transtorno do espectro autista?

Tema: Exossomos e vesículas extracelulares. Página: https://alphadoctor.com.br/ciencia/exossomos/exossomos-podem-ser-biomarcadores-e-alvos-terapeuticos-no-transtorno-do/

Conteúdo educacional para profissionais de saúde, baseado no resumo do artigo citado. Não substitui a leitura do estudo original nem avaliação clínica.
