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Células-tronco mesenquimais

O transplante de células-tronco mesenquimais é seguro e eficaz na lesão medular, e qual a melhor via e fonte?

Resposta curta: Sim, segundo esta revisão sistemática com metanálise em rede de dezoito estudos e 949 pacientes, o transplante de células-tronco mesenquimais melhora escores motores e sensoriais da ASIA, o grau ASIA e o Índice de Barthel em comparação à reabilitação. Células autólogas e injeção intratecal mostraram os melhores resultados; porém, a via intralesional associou-se a mais reações adversas.

Resposta

A revisão sistemática com metanálise em rede reuniu dezoito estudos e 949 pacientes com lesão medular para avaliar a segurança e a eficácia das células-tronco mesenquimais (MSCs) e identificar a fonte e a via de transplante ideais. Os desfechos analisados foram escores motor e sensorial da ASIA, melhora do grau ASIA, Índice de Barthel (BI) e reações adversas.

Na metanálise padrão, as MSCs melhoraram significativamente o escore motor da ASIA (P < 0,001), o escore sensorial (P < 0,001), o grau ASIA (P < 0,001) e o BI (P < 0,001) em comparação à reabilitação. Na metanálise em rede, células autólogas mostraram melhora significativa do escore motor (MD = 8,01; IC 95% 4,27–11,76), sensorial (MD = 17,98; IC 95% 10,04–25,91) e BI (MD = 7,69; IC 95% 2,10–13,29) versus reabilitação.

A injeção intratecal (IT) de MSCs também melhorou significativamente o escore motor (MD = 7,97; IC 95% 4,40–11,53) e sensorial (MD = 19,60; IC 95% 9,74–29,46) em comparação à reabilitação. No entanto, apenas a via intralesional (IL) associou-se a mais reações adversas (OR = 17,82; IC 95% 2,48–128,22).

A análise de SUCRA indicou que tanto MSCs autólogas quanto a via IT foram as abordagens que mais melhoraram a função neurológica. Assim, o transplante de MSCs é eficaz em pacientes com lesão medular, e a injeção intratecal de MSCs autólogas pode ser mais benéfica, com melhor perfil de segurança em relação à via intralesional.

O que o estudo mostrou

Revisão sistemática com metanálise em rede de dezoito estudos e 949 pacientes com lesão medular. As MSCs melhoraram significativamente os escores motor e sensorial da ASIA, o grau ASIA e o Índice de Barthel em comparação à reabilitação (P < 0,001 para todos). Na metanálise em rede, MSCs autólogas e injeção intratecal mostraram os maiores ganhos; a via intralesional associou-se a mais reações adversas (OR = 17,82; IC 95% 2,48–128,22).

Limitações

O resumo não informa detalhes sobre o desenho dos estudos incluídos, heterogeneidade, risco de viés ou tempo de seguimento. Os resultados são baseados em dados agrupados e a interpretação sobre a superioridade de uma via ou fonte celular deve ser cautelosa. O resumo também não descreve os critérios de inclusão dos pacientes nem os protocolos de reabilitação associados.

Aplicação no consultório

Para o médico que atende pacientes com lesão medular, os achados reforçam que o transplante de MSCs pode ser considerado uma opção terapêutica adjuvante à reabilitação, com benefícios em função neurológica e atividades de vida diária. A preferência por células autólogas e via intratecal pode orientar a discussão com centros especializados. Na gestão do consultório, é importante conhecer os fluxos de encaminhamento e as evidências para orientar expectativas realistas, sem prometer resultados, e monitorar reações adversas, especialmente se a via intralesional for utilizada.

Estudo citado

Transplantation of mesenchymal stem cells for spinal cord injury: a systematic review and network meta-analysis. Journal of translational medicine, 2021.
Autores: Chen WC, Liu WF, Bai YY, Zhou YY, Zhang Y, Wang CM, Lin S, He HF.
DOI: 10.1186/s12967-021-02843-0 · PubMed: PMID 33910588

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Conteúdo educacional para profissionais de saúde, baseado no resumo do artigo citado. Não substitui a leitura do estudo original nem avaliação clínica.