# A administração intravascular de células estromais mesenquimais derivadas do cordão umbilical é segura em adultos?

> Segundo esta revisão sistemática com meta-análise de 42 ensaios clínicos randomizados (n = 2280 pacientes), a terapia intravascular com células estromais mesenquimais derivadas do cordão umbilical associou-se a maior risco de febre (RR = 2,34; IC 95% = 1,02-5,35), sem sinais de dano nos demais eventos adversos pré-especificados. Nenhum ensaio foi interrompido precocemente por segurança.

Estudo citado: Hum C, Poliwoda J, Lalu M, Stewart DJ, Mei SHJ, Walley KR et al.. Safety of intravascular administration of umbilical-cord-derived mesenchymal stromal cells: an updated systematic review and meta-analysis. Stem cells translational medicine. 2026. DOI: https://doi.org/10.1093/stcltm/szag029. PubMed: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/42246109/

## Resposta

Esta revisão sistemática com meta-análise teve como objetivo examinar especificamente o perfil de segurança de ensaios clínicos randomizados de UC-MSCs em adultos, uma vez que essa fonte celular apresenta potenciais vantagens biológicas e econômicas em relação a outras fontes de células mesenquimais. Os autores partiram de uma revisão anterior que havia avaliado ensaios de todas as fontes de células mesenquimais e identificado perfil globalmente favorável, exceto por febre mais frequente no grupo tratado.

Para isso, foi realizada busca sistemática até agosto de 2025, incluindo ensaios clínicos randomizados que compararam a administração intravascular de UC-MSCs em adultos a um grupo controle. O desfecho primário foi segurança, categorizada em eventos adversos pré-especificados considerados potencialmente relevantes para UC-MSCs: febre e toxicidade infusional aguda não febril dentro de 24 horas da administração, infecção, morte, malignidade ou formação de tecido ectópico, eventos trombóticos ou tromboembólicos e aneurismas micóticos.

Foram triados 9160 estudos e incluídos 42 ensaios clínicos randomizados de UC-MSCs, totalizando 2280 pacientes. A meta-análise mostrou que as UC-MSCs foram associadas a aumento do risco de febre (risco relativo = 2,34; intervalo de confiança de 95% = 1,02-5,35). Nenhum dos outros eventos adversos pré-especificados apresentou sinal de dano, e nenhum dos ensaios incluídos foi interrompido precocemente por preocupações de segurança.

Os autores concluem que a terapia com UC-MSCs parece segura para ser estudada em populações heterogêneas de pacientes. O achado de maior risco de febre deve ser considerado no monitoramento clínico, mas não houve sinal de dano nos demais desfechos avaliados. O resumo não detalha as populações específicas nem os esquemas de administração utilizados nos ensaios incluídos.

## O que o estudo mostrou

Trata-se de revisão sistemática com meta-análise de ensaios clínicos randomizados que compararam administração intravascular de UC-MSCs em adultos a grupo controle. Foram triados 9160 estudos e incluídos 42 ensaios clínicos randomizados, com 2280 pacientes. As UC-MSCs associaram-se a maior risco de febre (RR = 2,34; IC 95% = 1,02-5,35). Os demais eventos adversos pré-especificados não mostraram sinal de dano, e nenhum ensaio foi interrompido precocemente por questões de segurança.

## Limitações

O resumo não informa as populações específicas, os esquemas de administração nem as doses utilizadas nos ensaios incluídos. Também não detalha a qualidade metodológica dos estudos nem a heterogeneidade entre eles. As conclusões se restringem aos desfechos pré-especificados e ao período de seguimento avaliado, que o resumo não descreve.

## Aplicação no consultório

Para o médico que acompanha pacientes em protocolos de pesquisa ou uso regulamentado de UC-MSCs por via intravascular, o achado orienta atenção ao monitoramento de febre após a infusão, sem sinal de dano nos demais eventos avaliados. Na gestão do consultório, isso apoia a organização de fluxo de vigilância pós-infusão e de registro sistemático de eventos adversos, além de embasar a conversa com o paciente sobre o perfil de segurança descrito na literatura.

## Perguntas para aprofundar

- Quais eventos adversos devem ser monitorados após a infusão intravascular de células mesenquimais derivadas do cordão umbilical?
- Como a febre associada às UC-MSCs se compara à observada com outras fontes de células mesenquimais?
- Quais populações de pacientes foram incluídas nos ensaios clínicos randomizados de UC-MSCs em adultos?

Tema: Células-tronco mesenquimais. Página: https://alphadoctor.com.br/ciencia/celulas-tronco-mesenquimais/a-administracao-intravascular-de-celulas-estromais-mesenquimais-derivadas-do/

Conteúdo educacional para profissionais de saúde, baseado no resumo do artigo citado. Não substitui a leitura do estudo original nem avaliação clínica.
