# Tratamentos estéticos minimamente invasivos em homens são eficazes e seguros?

> Sim. Revisão sistemática com meta-análise de estudos com 12.603 homens mostrou que toxina botulínica tipo A e preenchedores são eficazes e seguros, com resposta de 85% para rugas faciais superiores e eventos adversos leves e transitórios em 16%. Homens frequentemente necessitam de maiores volumes de produto.

Estudo citado: García Dinnbier A, Silva Diaz E, Ibáñez García F. Minimally Invasive Aesthetic Treatments in Men: A Systematic Review and Meta-Analysis. Dermatologic surgery : official publication for American Society for Dermatologic Surgery [et al.]. 2026. DOI: https://doi.org/10.1097/DSS.0000000000005295. PubMed: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/42574235/

## Resposta

A revisão sistemática com meta-análise avaliou a eficácia e segurança de tratamentos estéticos minimamente invasivos em homens. Foram incluídos estudos totalizando 12.603 pacientes do sexo masculino. A qualidade metodológica foi analisada com ferramentas específicas, e a meta-análise focou em ensaios clínicos randomizados sobre toxina botulínica tipo A.

Os resultados mostraram que os homens preferem neuromoduladores e preenchedores, mas frequentemente necessitam de maiores volumes de produto em comparação às mulheres. Para rugas faciais superiores, as taxas de resposta à toxina botulínica tipo A variaram de 65% a 100%, com incidência agrupada de 85% (IC 95%: 0,74-0,97).

Eventos adversos foram menores e transitórios, com incidência de 16% (IC 95%: 0,10-0,23). A conclusão dos autores é que os tratamentos estéticos são eficazes e seguros para homens, e doses mais altas de toxina botulínica A melhoraram os desfechos sem aumentar o risco.

O estudo reforça a importância de considerar as especificidades do paciente masculino na prática clínica, como a necessidade de maiores volumes e a resposta favorável a doses mais altas de neuromoduladores. Essas informações podem orientar o planejamento terapêutico e a comunicação com o paciente.

## O que o estudo mostrou

Revisão sistemática e meta-análise seguindo diretrizes PRISMA, incluindo estudos com 12.603 pacientes homens. A meta-análise de ensaios clínicos randomizados sobre toxina botulínica tipo A mostrou taxas de resposta de 65% a 100% para rugas faciais superiores, com incidência agrupada de 85% (IC 95%: 0,74-0,97). Eventos adversos foram menores e transitórios, com incidência de 16% (IC 95%: 0,10-0,23). Homens preferiram neuromoduladores e preenchedores, mas frequentemente necessitaram de maiores volumes de produto. Doses mais altas de toxina botulínica A melhoraram os desfechos sem aumentar o risco.

## Limitações

O resumo não informa detalhes sobre a amostra dos estudos individuais, nem sobre heterogeneidade ou viés de publicação. A meta-análise foi restrita a ensaios clínicos randomizados sobre toxina botulínica tipo A, não abrangendo outros procedimentos. O resumo também não fornece informações sobre a qualidade metodológica dos estudos incluídos ou sobre limitações específicas dos mesmos.

## Aplicação no consultório

Os achados orientam o médico a considerar que homens podem necessitar de maiores volumes de produtos e que doses mais altas de toxina botulínica A podem ser necessárias para melhores resultados, sem aumento de risco. Isso impacta o planejamento de custos e a expectativa do paciente. A segurança relatada favorece a indicação desses procedimentos, mas a individualização é essencial. O consultório deve estar preparado para manejar eventos adversos menores e transitórios, com orientação adequada.

## Perguntas para aprofundar

- Qual a dose ideal de toxina botulínica tipo A para homens?
- Homens apresentam mais eventos adversos com preenchedores?
- Como as diferenças de gênero influenciam os resultados dos tratamentos estéticos?

Tema: Bioestimuladores de colágeno. Página: https://alphadoctor.com.br/ciencia/bioestimuladores-colageno/tratamentos-esteticos-minimamente-invasivos-em-homens-sao-eficazes-e-seguros/

Conteúdo educacional para profissionais de saúde, baseado no resumo do artigo citado. Não substitui a leitura do estudo original nem avaliação clínica.
