# Qual é a profundidade anatômica das artérias labiais em procedimentos de preenchimento dérmico e como isso orienta a prática clínica?

> Uma meta-análise mostrou que as artérias labial superior e inferior mantêm profundidade média consistente entre 4,59 mm e 4,90 mm sob a superfície do vermelhão. Os achados apoiam injeções seguras de até 3,5 mm na maioria das regiões labiais e até 4 mm no vermelhão superior, com ultrassonografia de alta resolução recomendada antes de aumentos extensos.

Estudo citado: Trzeciak M, Lipski M, Gładysz T, Pasternak A, Iwanaga J, Bran G et al.. Anatomical Depth of Labial Arteries in Dermal Filler Procedures: A Meta-analysis With Clinical Implications. Aesthetic surgery journal. 2026. DOI: https://doi.org/10.1093/asj/sjaf192. PubMed: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/40987454/

## Resposta

O estudo realizou uma meta-análise para comparar quantitativamente as profundidades arteriais em 3 níveis distintos da artéria labial superior (SLA) e avaliar as profundidades médias da SLA e da artéria labial inferior (ILA). Foram analisadas múltiplas medidas arteriais em locais-chave, incluindo entre o cheilion e o pico do arco do Cupido, no pico do arco do Cupido e na linha média facial.

Os resultados revelaram profundidades médias consistentes, variando de 4,59 mm (IC 95%, 3,91-5,10) a 4,90 mm (IC 95%, 4,57-5,61). Esses achados demonstram que os vasos mantêm profundidade relativamente consistente sob a superfície do vermelhão, o que fundamenta diretrizes de injeção segura.

Com base nesses dados, os autores sugerem que as injeções sejam realizadas até 3,5 mm de profundidade na maioria das regiões labiais e até 4 mm no vermelhão superior. Embora a SLA e a ILA tenham mostrado profundidades médias semelhantes, os profissionais devem considerar o uso de ultrassonografia de alta resolução antes de procedimentos de aumento extenso para segurança adicional.

A meta-análise fornece subsídios quantitativos para o planejamento de procedimentos de preenchimento labial, reforçando a importância do conhecimento anatômico detalhado para minimizar riscos vasculares. O nível de evidência atribuído é 3 (terapêutico).

## O que o estudo mostrou

Meta-análise que comparou profundidades arteriais em 3 níveis da artéria labial superior e avaliou profundidades médias da artéria labial superior e inferior. Foram analisadas múltiplas medidas arteriais (277, 218, 252, 414 e 295 artérias) em locais como entre o cheilion e o pico do arco do Cupido, no pico do arco do Cupido e na linha média facial. As profundidades médias variaram de 4,59 mm (IC 95%, 3,91-5,10) a 4,90 mm (IC 95%, 4,57-5,61), mostrando consistência sob o vermelhão.

## Limitações

O resumo não informa detalhes sobre a amostra total de pacientes, os critérios de inclusão dos estudos, a heterogeneidade entre as medidas ou possíveis vieses de publicação. Também não são descritas limitações metodológicas específicas da meta-análise, como variações anatômicas individuais ou diferenças entre populações.

## Aplicação no consultório

Os achados orientam a profundidade de injeção em preenchimento labial, sugerindo limites de até 3,5 mm na maioria das regiões e até 4 mm no vermelhão superior. Na prática clínica, isso pode padronizar técnicas e reduzir riscos vasculares. A consideração da ultrassonografia de alta resolução antes de aumentos extensos pode ser incorporada ao planejamento, exigindo equipamento e treinamento específicos, com impacto na gestão de custos e fluxo do consultório.

## Perguntas para aprofundar

- Como a ultrassonografia de alta resolução pode auxiliar no planejamento de preenchimentos labiais extensos?
- Existem variações anatômicas individuais que modificam as profundidades arteriais descritas?
- Qual é a evidência disponível sobre a segurança de injeções em diferentes planos anatômicos labiais?

Tema: Bioestimuladores de colágeno. Página: https://alphadoctor.com.br/ciencia/bioestimuladores-colageno/qual-e-a-profundidade-anatomica-das-arterias-labiais-em-procedimentos-de/

Conteúdo educacional para profissionais de saúde, baseado no resumo do artigo citado. Não substitui a leitura do estudo original nem avaliação clínica.
