# Preenchedores de ácido hialurônico monofásicos são superiores aos bifásicos para correção de sulcos nasogenianos?

> Sim. Uma meta-análise de ensaios clínicos randomizados mostrou que os preenchedores monofásicos proporcionam melhora maior e mais duradoura da gravidade dos sulcos nasogenianos, com menor taxa de dor pós-injeção e maior preferência dos pacientes, em comparação aos preenchedores bifásicos de ácido hialurônico.

Estudo citado: Huang Y, Zhang Y, Fei X, Fan Q, Mao J. Monophasic and Biphasic Hyaluronic Acid Fillers for Esthetic Correction of Nasolabial Folds: A Meta-Analysis of Randomized Controlled Trials. Aesthetic plastic surgery. 2022. DOI: https://doi.org/10.1007/s00266-021-02729-y. PubMed: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/35066619/

## Resposta

Os preenchedores de ácido hialurônico são amplamente utilizados para correção estética dos sulcos nasogenianos. De acordo com o método de reticulação, classificam-se em monofásicos e bifásicos. Esta meta-análise comparou a eficácia e a segurança desses dois tipos de preenchedores.

Foram incluídos ensaios clínicos randomizados, totalizando 1848 sujeitos. A melhora do escore de gravidade dos sulcos nasogenianos foi significativamente maior com os preenchedores monofásicos do que com os bifásicos em 2, 8, 12, 16, 24, 36 e 52 semanas após o tratamento. Esse efeito manteve-se independentemente de etnia, volume total injetado e gravidade basal dos sulcos.

Além disso, mais sujeitos preferiram os preenchedores monofásicos aos bifásicos, tanto em até 7 meses quanto após 7 meses. A taxa de dor pós-injeção foi significativamente menor para os monofásicos, sem diferença estatística para outros eventos adversos pós-injeção.

Os autores concluíram que, em comparação aos bifásicos, os preenchedores monofásicos estão associados a uma melhora estética maior e mais duradoura dos sulcos nasogenianos, menor taxa de dor pós-injeção e maior preferência dos pacientes.

Esses achados podem orientar a escolha do preenchedor na prática clínica, considerando o perfil de eficácia e segurança. No entanto, a decisão deve ser individualizada, levando em conta as características de cada paciente e a experiência do profissional.

## O que o estudo mostrou

Meta-análise de ensaios clínicos randomizados com 1848 sujeitos comparou preenchedores de ácido hialurônico monofásicos e bifásicos para correção de sulcos nasogenianos. A melhora do escore de gravidade foi significativamente maior com monofásicos em 2, 8, 12, 16, 24, 36 e 52 semanas. Mais sujeitos preferiram monofásicos (≤7 meses: RR = 3,45, 95% CI 1,17 a 10,11; >7 meses: RR = 2,37, 95% CI 1,45 a 3,86). A taxa de dor pós-injeção foi menor com monofásicos (RR = 0,85, 95% CI 0,78 a 0,92, p <0,0001), sem diferença para outros eventos adversos.

## Limitações

O resumo não informa limitações do estudo, como heterogeneidade entre os ensaios, risco de viés ou duração do seguimento além de 52 semanas. Também não detalha os critérios de inclusão dos participantes ou os tipos específicos de preenchedores utilizados. Portanto, os resultados devem ser interpretados com cautela.

## Aplicação no consultório

Na prática clínica, os achados podem favorecer a escolha de preenchedores monofásicos para correção de sulcos nasogenianos, considerando a maior melhora e durabilidade, menor dor e preferência dos pacientes. Para a gestão do consultório, isso pode influenciar a padronização de produtos e o treinamento da equipe, além de auxiliar na comunicação com o paciente sobre expectativas e conforto durante o procedimento.

## Perguntas para aprofundar

- Qual a diferença entre preenchedores de ácido hialurônico monofásicos e bifásicos?
- Os preenchedores monofásicos são mais seguros que os bifásicos para sulcos nasogenianos?
- Como a preferência do paciente pode influenciar na escolha do preenchedor?

Tema: Bioestimuladores de colágeno. Página: https://alphadoctor.com.br/ciencia/bioestimuladores-colageno/preenchedores-de-acido-hialuronico-monofasicos-sao-superiores-aos-bifasicos/

Conteúdo educacional para profissionais de saúde, baseado no resumo do artigo citado. Não substitui a leitura do estudo original nem avaliação clínica.
