# O laser é seguro e eficaz para reações adversas a preenchedores faciais injetáveis?

> Uma revisão sistemática com 533 pacientes mostrou que o laser, principalmente o de diodo, levou a resolução parcial ou completa em 96,24% dos casos, com 0,22% de sequelas e 0,01% sem melhora. Pode evitar cirurgia, mas os estudos têm risco de viés moderado.

Estudo citado: Paschoini VL, Reis RG, Borsatto MC, Corona SAM. Laser treatment for adverse reactions to injectable facial filling: a systematic review. Lasers in medical science. 2023. DOI: https://doi.org/10.1007/s10103-023-03960-6. PubMed: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/38135711/

## Resposta

A revisão sistemática buscou evidências sobre o uso de laser no tratamento de reações adversas a preenchedores faciais injetáveis. Foram incluídos seis estudos clínicos, todos com risco de viés moderado segundo a ferramenta ROBINS-I. O laser de diodo foi o equipamento mais utilizado, com resultados positivos em cinco estudos.

No total, 533 pacientes foram submetidos a laserterapia para complicações de preenchedores. Os desfechos avaliados foram a avaliação clínica da lesão e a ocorrência de complicações ou sequelas pós-intervenção. A grande maioria, 96,24%, apresentou resolução parcial ou completa; 0,22% teve alguma sequela ou complicação; e apenas 0,01% não mostrou melhora.

Os autores concluem que o tratamento a laser pode eliminar a necessidade de intervenção cirúrgica para reações adversas a preenchedores faciais, proporcionando melhora parcial ou completa do quadro. No entanto, a qualidade metodológica dos estudos incluídos é moderada, o que limita a força das recomendações.

Para o médico que atende pacientes com complicações de preenchedores, o laser surge como uma alternativa minimamente invasiva antes de considerar procedimentos cirúrgicos. A escolha do tipo de laser e o protocolo ideal não são detalhados no resumo, exigindo avaliação individualizada.

A aplicação clínica deve ser cautelosa, considerando a heterogeneidade dos estudos e a ausência de dados sobre fatores preditivos de resposta. Mais pesquisas com melhor qualidade metodológica são necessárias para confirmar esses achados e padronizar condutas.

## O que o estudo mostrou

Revisão sistemática que incluiu seis estudos clínicos, todos com risco de viés moderado, totalizando 533 pacientes tratados com laser para reações adversas a preenchedores faciais. O laser de diodo foi o mais usado, com resultados positivos em cinco estudos. Houve resolução parcial ou completa em 96,24% dos casos, sequelas ou complicações em 0,22% e ausência de melhora em 0,01%.

## Limitações

O resumo não informa detalhes sobre o desenho específico de cada estudo, critérios de inclusão, tempo de seguimento ou características dos pacientes. Todos os estudos apresentaram risco de viés moderado, o que reduz a confiança nos resultados. A heterogeneidade entre os estudos pode limitar a generalização das conclusões.

## Aplicação no consultório

O laser pode ser considerado uma opção terapêutica para reações adversas a preenchedores, potencialmente evitando cirurgias. No consultório, é importante avaliar cada caso individualmente, discutir riscos e benefícios com o paciente e estar atento à qualidade das evidências disponíveis. A incorporação dessa tecnologia exige treinamento e protocolos bem definidos.

## Perguntas para aprofundar

- Quais são os critérios para indicar laserterapia em complicações de preenchedores faciais?
- Existem diferenças de eficácia entre os tipos de laser para reações adversas a preenchedores?
- Quais são as complicações mais frequentes do tratamento a laser para reações adversas a preenchedores?

Tema: Bioestimuladores de colágeno. Página: https://alphadoctor.com.br/ciencia/bioestimuladores-colageno/o-laser-e-seguro-e-eficaz-para-reacoes-adversas-a-preenchedores-faciais/

Conteúdo educacional para profissionais de saúde, baseado no resumo do artigo citado. Não substitui a leitura do estudo original nem avaliação clínica.
