# O ácido poli-L-láctico é seguro e eficaz para aplicação facial?

> Uma revisão sistemática com 20 estudos (4 ensaios clínicos randomizados e 16 não randomizados) mostrou que o ácido poli-L-láctico (PLLA) é razoavelmente seguro e eficaz para aplicação facial, com bons resultados em diferentes áreas e profundidades. A maioria dos eventos adversos foi leve e autolimitada, sem necessidade de tratamento adicional.

Estudo citado: Xu Q, Sun X, Yang W, Bai Y, Tan X. Comprehensive Systematic Review of Poly-L-lactic Acid in Facial Clinical Application. Aesthetic plastic surgery. 2024. DOI: https://doi.org/10.1007/s00266-024-04098-8. PubMed: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/38902341/

## Resposta

O ácido poli-L-láctico (PLLA) tem sido cada vez mais utilizado como material de injeção regenerativo em tratamentos faciais. Esta revisão sistemática teve como objetivo avaliar a eficácia terapêutica e a segurança do PLLA em aplicações clínicas faciais, reunindo evidências disponíveis na literatura.

Os autores realizaram busca nas bases PubMed, EMBASE, Web of Science e Wanfang, identificando 1300 artigos relacionados ao PLLA. Após aplicar critérios de inclusão e exclusão, 20 artigos foram incluídos na análise final, sendo 16 em inglês e 4 em chinês. Desses, 16 eram ensaios não randomizados e 4 eram ensaios clínicos randomizados. A qualidade dos randomizados foi avaliada pela escala Jadad e a dos não randomizados pela escala MINORS.

Os resultados mostraram que, de acordo com diferentes padrões de avaliação clínica, o tratamento com PLLA alcançou bons desfechos. A maioria dos eventos adversos relacionados à injeção foi leve e autolimitada, não exigindo tratamento adicional. A conclusão dos autores é que o PLLA é um material de injeção facial razoavelmente seguro e eficaz, podendo ser aplicado em diferentes áreas e profundidades faciais, com diversos métodos de reconstituição e injeção.

A revisão fornece subsídios para o uso clínico do PLLA, mas deve ser interpretada com cautela devido à heterogeneidade dos estudos incluídos e à predominância de ensaios não randomizados. O resumo não detalha os critérios de avaliação de eficácia nem os tipos específicos de eventos adversos observados.

## O que o estudo mostrou

Trata-se de uma revisão sistemática que buscou artigos nas bases PubMed, EMBASE, Web of Science e Wanfang, encontrando 1300 publicações. Após critérios de inclusão e exclusão, 20 artigos foram analisados (16 em inglês e 4 em chinês), sendo 16 ensaios não randomizados e 4 ensaios clínicos randomizados. A qualidade foi avaliada pelas escalas Jadad e MINORS. Os resultados indicaram bons desfechos com o tratamento com PLLA e eventos adversos geralmente leves e autolimitados, sem necessidade de tratamento adicional.

## Limitações

O resumo não informa detalhes sobre as limitações dos estudos incluídos, como heterogeneidade das populações, variações nas técnicas de injeção ou métodos de avaliação de eficácia. Também não são descritos os critérios específicos de inclusão e exclusão, nem a qualidade metodológica dos estudos segundo as escalas utilizadas. A predominância de ensaios não randomizados limita a força das conclusões.

## Aplicação no consultório

Os achados apoiam a consideração do PLLA como opção segura e eficaz para rejuvenescimento facial, com eventos adversos geralmente leves e autolimitados. Na prática clínica, isso pode orientar a escolha do material e a informação ao paciente sobre o perfil de segurança. Para a gestão do consultório, é importante padronizar técnicas de reconstituição e injeção, além de monitorar e registrar eventos adversos, contribuindo para a melhoria contínua dos protocolos.

## Perguntas para aprofundar

- Quais são os principais eventos adversos associados à injeção de ácido poli-L-láctico na face?
- Como a técnica de reconstituição do PLLA influencia os resultados clínicos?
- O PLLA é eficaz em diferentes áreas e profundidades faciais?

Tema: Bioestimuladores de colágeno. Página: https://alphadoctor.com.br/ciencia/bioestimuladores-colageno/o-acido-poli-l-lactico-e-seguro-e-eficaz-para-aplicacao-facial/

Conteúdo educacional para profissionais de saúde, baseado no resumo do artigo citado. Não substitui a leitura do estudo original nem avaliação clínica.
