# Como escolher entre CaHA e PLLA para bioestimulação de colágeno em pacientes latino-americanos?

> Um consenso de especialistas latino-americanos recomenda CaHA para pele mais espessa e volumização imediata, e PLLA para pele mais fina e remodelação de colágeno a longo prazo. Protocolos de diluição específicos e uso de cânulas para segurança são enfatizados, considerando a diversidade étnica e o acesso na região.

Estudo citado: Cure E, Hernández LAP, Amado AM, Cabrales JSR, Garcés E, Dicker V et al.. Optimizing Collagen Biostimulator Choice in LATAM: Expert Consensus on Patient Selection, Ethnic Skin Phenotypes, and Accessibility. Journal of cosmetic dermatology. 2025. DOI: https://doi.org/10.1111/jocd.70564. PubMed: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/41316738/

## Resposta

O consenso, baseado em processo Delphi modificado com 14 especialistas da América Latina, estabelece recomendações para o uso de bioestimuladores de colágeno (CaHA e PLLA) considerando os diferentes fenótipos cutâneos étnicos e o cenário socioeconômico da região. A escolha entre os produtos deve levar em conta características individuais da pele e objetivos do tratamento.

Para pacientes com pele mais espessa, o consenso indica CaHA, que proporciona volumização imediata. Já para pele mais fina, recomenda-se PLLA, que promove remodelação de colágeno a longo prazo. Essas distinções visam otimizar resultados e segurança.

Protocolos de diluição específicos foram definidos, como CaHA 1:1 para face e 1:4 para corpo. O uso de cânulas é recomendado para maior segurança durante a aplicação. Para PLLA, enfatiza-se a massagem vigorosa no pós-procedimento.

O documento também aborda restrições baseadas em idade, inicialmente tema de discordância, mas que alcançou consenso final após revisão da literatura. A integração da diversidade étnica, considerações anatômicas e acessibilidade são pilares para otimizar segurança e eficácia na estética regenerativa.

Este é o primeiro framework específico para a América Latina, preenchendo uma lacuna no manejo de bioestimuladores na região. A aplicação clínica deve considerar as recomendações para seleção de pacientes e técnicas, adaptando-as ao contexto local.

## O que o estudo mostrou

Um processo Delphi modificado com 14 especialistas latino-americanos, após revisão sistemática da literatura, avaliou 58 afirmações sobre uso de CaHA e PLLA. Consenso forte (≥85%) foi alcançado em 51 afirmações (87,9%) e consenso moderado (75-84%) em 4. As principais recomendações incluem seleção de CaHA para pele mais espessa e volumização imediata, PLLA para pele mais fina e remodelação a longo prazo, protocolos de diluição (CaHA 1:1 face, 1:4 corpo), uso de cânulas e massagem vigorosa pós-PLLA. Discordâncias iniciais sobre restrições de idade foram resolvidas.

## Limitações

O resumo não informa detalhes sobre a amostra de pacientes ou dados primários, pois trata-se de um consenso de especialistas baseado em revisão da literatura. Não são descritas limitações do processo Delphi ou da revisão sistemática. A ausência de estudos clínicos comparativos diretos na região pode limitar a força das recomendações.

## Aplicação no consultório

Na prática clínica, o médico pode utilizar o consenso para individualizar a escolha do bioestimulador conforme o fenótipo cutâneo e objetivo do tratamento, adotando os protocolos de diluição e técnicas recomendadas. A gestão do consultório pode se beneficiar da padronização de procedimentos, incluindo o uso de cânulas e orientações pós-procedimento, além de considerar a acessibilidade dos produtos no contexto latino-americano para otimizar custos e resultados.

## Perguntas para aprofundar

- Quais são os critérios para indicar CaHA versus PLLA em pacientes com pele espessa?
- Como o uso de cânulas influencia a segurança dos bioestimuladores?
- Qual a importância da massagem vigorosa após a aplicação de PLLA?

Tema: Bioestimuladores de colágeno. Página: https://alphadoctor.com.br/ciencia/bioestimuladores-colageno/como-escolher-entre-caha-e-plla-para-bioestimulacao-de-colageno-em-pacientes/

Conteúdo educacional para profissionais de saúde, baseado no resumo do artigo citado. Não substitui a leitura do estudo original nem avaliação clínica.
